SananduvaRS

16.759 habitantes · IBGE 4316600

IA

Resumo socioambiental

Sananduva/RS apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços expressivos em emissões e saneamento domiciliar convivendo com estagnação na cobertura de água. O destaque positivo é a redução das emissões totais de GEE, que caíram de 300.281 tCO₂e (2010) para 167.475 tCO₂e em 2024, queda de 44,2%, posicionando o município no percentil 55 nacional — ainda acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), mas em trajetória de melhora. Essa redução, porém, não se estende a todos os setores: as emissões de resíduos subiram 24,6% no período, atingindo 9.979 tCO₂e em 2024 (percentil 68, bem acima da mediana nacional de 5.787 tCO₂e), e as de energia cresceram 6,1%, chegando a 44.144 tCO₂e (percentil 67). Esse aumento nas emissões de resíduos é coerente com o quadro de saneamento: 16,8% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos em 2022, acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do patamar do Rio Grande do Sul (4,5%), embora tenha havido melhora de 38,3% desde 2010.

No abastecimento de água, o município estagnou: a cobertura caiu de 71,0% em 2008 para 69,6% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média gaúcha (88,1%), colocando Sananduva no percentil 41. As perdas de água, embora tenham recuado 24,7% desde 2008, ainda somam 28,5% em 2022, próximas da mediana nacional (29,9%) e melhores que a UF (36,5%). A combinação de estagnação na cobertura com perdas ainda elevadas sugere que os investimentos em infraestrutura hídrica não têm sido suficientes para ampliar o acesso, apesar da queda pontual em outros indicadores.

O investimento público registrado para 2026 é de R$ 58.791, valor muito inferior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e à média estadual (R$ 45,8 milhões), situando o município no percentil 11 — um patamar baixo que ajuda a explicar a lentidão nos avanços de saneamento e água. Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 1 ocorrência de cheia e 4 de seca em 2016, acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), embora abaixo dos totais absolutos do RS. Já o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,895), indicando expectativa favorável a longo prazo, desde que sustentada por investimentos mais consistentes em infraestrutura de água e gestão de resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.1%

2024

43
1.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.1%

2024

39
5.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.2%

2022

51
6.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.8%

2022

46
38.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

167.475 tCO₂e

2024

45
44.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.979 tCO₂e

2024

34
24.6% no período

Emissões de energia

SEEG

44.144 tCO₂e

2024

33
6.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 59 mil

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.