SandolândiaTO

3.873 habitantes · IBGE 1718840

IA

Resumo socioambiental

Sandolândia/TO apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo tanto no saneamento quanto nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 54,0% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do estado (84,2%), posicionando o município no percentil 25 do país. Mais grave é a trajetória recente: entre 2020 e 2022 a cobertura chegou a superar 94%, mas caiu abruptamente para 54,0% em 2024, sugerindo descontinuidade operacional ou de reporte que merece investigação. Paralelamente, a perda de água na distribuição é de 54,4% (2024), mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (30,8%), colocando o município no percentil 87 — entre os piores do país nesse indicador, o que compromete a eficiência do sistema mesmo quando a cobertura é ampliada.

No esgotamento sanitário, a coleta domiciliar atinge 67,4% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda afeta 31,4% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%), no percentil 76. Houve melhora relativa desde 2010 (quando o destino inadequado era 40,0%), mas o ritmo é insuficiente frente ao padrão nacional. Essa fragilidade sanitária tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 1.891 tCO₂e em 2024 — valor estável ao longo da série, mas que reflete a persistência de disposição inadequada de dejetos e resíduos sólidos.

O dado mais alarmante é o de emissões totais de GEE, que saltaram de 805.185 tCO₂e (2010) para 1.597.377 tCO₂e em 2024, alta de 98,4%, posicionando Sandolândia no percentil 93 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora ainda distante do total da UF (99,3 milhões tCO₂e). O crescimento mais expressivo em termos relativos ocorreu nas emissões de energia, que triplicaram (+163,2%) entre 2010 e 2024, atingindo 12.151 tCO₂e, ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 40. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidroclimáticos atuais.

Em síntese, Sandolândia combina baixa cobertura e alta perda de água, saneamento básico aquém do padrão nacional e emissões totais de GEE em trajetória de forte crescimento, exigindo prioridade em investimentos de infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário, com potencial de mitigar simultaneamente indicadores sociais e ambientais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.0%

2024

25
36.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.4%

2024

13
19.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.4%

2022

35
12.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.4%

2022

24
21.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.597.377 tCO₂e

2024

7
98.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.891 tCO₂e

2024

90
15.1% no período

Emissões de energia

SEEG

12.151 tCO₂e

2024

60
163.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.