SandovalinaSP
3.699 habitantes · IBGE 3545506
Resumo socioambiental
Sandovalina/SP apresenta em 2024 cobertura de água de 91,0%, com avanço expressivo de +26,3 pontos percentuais desde 2010 e forte aceleração recente (de 77,0% em 2022 para 91,0% em 2024). O indicador supera a mediana nacional (73,2%) e posiciona o município no percentil 79, embora ainda fique abaixo da média estadual (96,6%). A perda de água, por sua vez, caiu para 19,3% em 2024, valor melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média de SP (28,2%), sugerindo gestão operacional relativamente eficiente da rede, apesar de oscilações ano a ano.
No saneamento, a coleta de esgoto recuou de 100% (mantida entre 2009 e 2021) para 86,9% em 2024, e o tratamento, embora tenha retomado 100% em 2023, mostra que o município reduziu a universalização da coleta nos últimos anos. Ainda assim, os indicadores seguem acima da mediana nacional (59,9% de coleta e 33,3% de tratamento) e próximos da média estadual. Chama atenção a divergência com os dados censitários: em 2022, apenas 78,1% dos domicílios tinham coleta e 19,3% tinham destino inadequado de esgoto — bem acima do 1,0% da média estadual —, indicando que a infraestrutura formal do SNIS não reflete integralmente a realidade domiciliar captada pelo Censo.
Nas emissões, o município soma 225.540 tCO₂e em 2024, alta de 6,2% desde 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Sandovalina no percentil 63. O destaque negativo é o setor de energia, que cresceu 58,6% na década, atingindo 62.743 tCO₂e (percentil 74), possivelmente refletindo maior consumo elétrico associado à infraestrutura hidráulica e de biomassa instalada localmente (263 MW e 60 MW de potência, respectivamente — ambos bem acima das medianas nacionais). As emissões de resíduos, ao contrário, caíram 18,4% no período recente, para 2.990 tCO₂e, ficando abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a evolução positiva da coleta e tratamento de esgoto ao longo da série histórica.
Em síntese, Sandovalina evoluiu de forma consistente em abastecimento de água e controle de perdas, mas enfrenta um retrocesso recente na universalização da coleta de esgoto e uma lacuna entre dados de infraestrutura e de acesso domiciliar. O crescimento das emissões de energia é o ponto de atenção mais relevante para a gestão ambiental municipal nos próximos anos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
323 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
263 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
225.540 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.990 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
62.743 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
