Santa AlbertinaSP

6.543 habitantes · IBGE 3545704

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Resumo socioambiental

Santa Albertina/SP apresenta indicadores de saneamento consistentemente superiores às referências nacionais. A cobertura de água atingiu 97,2% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (96,6%), posicionando o município no percentil 90. A coleta de esgoto chegou a 96,1% em 2024, também muito superior à mediana do país (59,9%), ainda que tenha recuado 3,9% frente ao patamar de 100% mantido entre 2009 e 2021. O tratamento de esgoto atingiu 100% em 2023, bem acima da mediana nacional (33,3%) e da UF (66,6%), refletindo uma trajetória consistente de universalização desde 2010, quando o índice era de 75,8%. A perda de água na distribuição, de 11,3% em 2024, é bastante inferior à mediana nacional (29,1%) e à estadual (28,2%), colocando o município no percentil 8 (quanto menor, melhor), com queda expressiva de 34,1% em relação à série histórica.

No que diz respeito a resíduos sólidos, o destino inadequado de domicílios caiu para 4,1% em 2022, uma redução de 60% frente a 2010, e situa-se abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do valor estadual (1,0%). Esse quadro favorável de infraestrutura sanitária, no entanto, não se traduz em baixas emissões de resíduos: o indicador de emissões de resíduos (SEEG) somou 4.466 tCO₂e em 2024, com alta de 16,4% em relação a 2023, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O ponto de maior atenção é o perfil de emissões de GEE, dominado pelo setor energético. As emissões totais alcançaram 489.280 tCO₂e em 2024, valor 32,7% superior a 2010, ocupando o percentil 80 nacional. As emissões de energia, de 400.969 tCO₂e em 2024, representam 52,4% de crescimento na série e colocam o município no percentil 95 nacional — um contraste relevante diante da modesta contribuição dos resíduos. Essa concentração está associada à presença de geração de biomassa (25 MW, estável desde 2010, percentil 77), sugerindo forte vínculo entre a matriz energética local e o perfil de emissões.

Em síntese, Santa Albertina exibe um dos saneamentos básicos mais avançados do país, com baixas perdas de água e alta cobertura de esgoto e tratamento, mas enfrenta um desafio estrutural nas emissões de GEE ligadas ao setor energético, que merece monitoramento e possível revisão de eficiência dos processos produtivos e de geração associados à biomassa.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.2%

2024

90
6.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

96.1%

2024

91
3.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

31.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

11.3%

2024

92
34.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.8%

2022

75
1.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.1%

2022

79
60.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

25 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

489.280 tCO₂e

2024

20
32.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.466 tCO₂e

2024

62
16.4% no período

Emissões de energia

SEEG

400.969 tCO₂e

2024

5
52.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.