Santa Bárbara do TugúrioMG

4.262 habitantes · IBGE 3157302

IA

Resumo socioambiental

Santa Bárbara do Tugúrio apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 47,8% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média mineira de 84,3%, posicionando o município no percentil 18 do país. O cenário de esgotamento sanitário é ainda mais grave: embora a coleta tenha alcançado 100,0% em 2013 (último dado disponível), o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde então, ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer tratamento — um passivo ambiental relevante que não aparece refletido nos indicadores de emissões, mas representa risco sanitário e de contaminação hídrica não mensurado pelo SEEG.

Os dados do Censo IBGE reforçam essa fragilidade: a cobertura de coleta domiciliar caiu de 53,9% (2010) para 42,0% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos subiu para 32,5%, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média de Minas Gerais (7,4%), colocando o município no percentil 77 (pior desempenho relativo). Esse retrocesso é coerente com o leve aumento das emissões de resíduos, que passaram de 1.920 para 2.088 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+8,8%), sugerindo estagnação ou piora na gestão de resíduos sólidos, mesmo com o município mantendo emissões absolutas baixas frente ao padrão nacional (percentil 13).

Por outro lado, o balanço de perdas de água mostra melhora expressiva: de 80,9% em 2008 para 24,8% em 2022 (-69,3%), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (35,0%), o que indica maior eficiência operacional do sistema de abastecimento, ainda que a cobertura de água continue insuficiente. As emissões totais de GEE também recuaram para 46.059 tCO₂e em 2024 (-26,9% desde 2010), impulsionadas principalmente pela queda nas emissões de energia (-16,1%), situando o município no percentil 19 nacional — um desempenho relativamente favorável em termos climáticos.

Em síntese, o município combina avanços pontuais em eficiência hídrica e emissões energéticas com déficits estruturais graves em tratamento de esgoto e destinação de resíduos, exigindo priorização de investimentos em infraestrutura de saneamento para reduzir riscos sanitários e ambientais que ainda não se refletem plenamente nos indicadores de emissões monitorados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

48.9%

2024

20
2.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2013

8.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2013

Perda de água

SNIS/SINISA

22.5%

2024

68
6.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

42.0%

2022

9
22.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.5%

2022

23
29.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

46.059 tCO₂e

2024

81
26.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.088 tCO₂e

2024

87
8.8% no período

Emissões de energia

SEEG

10.533 tCO₂e

2024

63
16.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.