Santa Bárbara d'OesteSP
189.338 habitantes · IBGE 3545803
Resumo socioambiental
Santa Bárbara d'Oeste apresenta indicadores de saneamento básico consistentemente superiores aos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 99,4% em 2024, muito acima da mediana nacional (73,2%) e da média paulista (96,6%), posicionando o município no percentil 94. A coleta de esgoto também se destaca, com 99,0% em 2024 (percentil 96 nacional), embora tenha recuado levemente frente ao pico histórico de 100% registrado em anos anteriores. O avanço mais expressivo, contudo, está no tratamento de esgoto: saltou de 54,4% em 2010 para 100,0% em 2022, superando com folga a mediana nacional (33,3%) e a média estadual (66,6%), sustentado pela operação de 7 ETEs no município (2020), muito acima da mediana nacional de 1 unidade.
Apesar da robustez na cobertura e no tratamento, a perda de água na distribuição é um ponto crítico de gestão operacional: 47,2% em 2024, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e muito superior à média estadual (28,2%), posicionando o município no percentil 81 (pior direção). Essa perda cresceu de forma acentuada desde 2010 (27,7%), embora venha em trajetória de queda desde o pico de 2017 (58,9%). Esse quadro sugere que, mesmo com infraestrutura de tratamento avançada, há ineficiências significativas na rede de distribuição que demandam investimento em manutenção e redução de perdas físicas e comerciais.
No eixo de resíduos sólidos, o município mantém baixíssimo percentual de destinação inadequada domiciliar (0,1% em 2022, ante mediana nacional de 14,9%), mas as emissões de GEE por resíduos cresceram 13,3% entre 2010 e 2024, atingindo 109.477 tCO₂e — patamar muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 97). Esse descompasso entre bom manejo de coleta e alta emissão de resíduos indica que o tratamento final (provavelmente aterro) gera carga significativa de metano, mesmo com apenas 3 unidades de destinação licenciadas (2024).
O balanço geral de emissões de GEE mostra queda de 6,2% entre 2010 e 2024 (de 540.718 para 507.258 tCO₂e), puxada principalmente pela redução nas emissões de energia (-12,5%), parcialmente compensada pelo aumento nos resíduos. Ainda assim, o município permanece no percentil 80 nacional em emissões totais, refletindo seu perfil industrial. A expansão discreta da capacidade de biomassa (de 4 MW para 8 MW desde 2014, estável desde então) indica potencial de diversificação energética ainda pouco explorado frente à média estadual (8.160 MW). Em síntese, Santa Bárbara d'Oeste combina excelência em saneamento com desafios claros em eficiência hídrica e em emissões associadas a resíduos, sinalizando prioridades de investimento para os próximos ciclos de planejamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
7
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
47.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
3
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
507.258 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
109.477 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
345.825 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
