Santa BrígidaBA

15.421 habitantes · IBGE 2927606

IA

Resumo socioambiental

Santa Brígida/BA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 49,4% em 2022, recuando 6,6% frente ao início da série e posicionando o município no percentil 19 nacional — muito distante da mediana brasileira (76,5%) e da média baiana (80,7%). Esse quadro se agrava pela perda de água de 51,6% (2022), a mais alta da série histórica e bem acima da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional significativa na distribuição, o que compromete ainda mais a já baixa cobertura efetiva.

No esgotamento sanitário, o município mostra desempenho misto. A coleta de esgoto, embora tenha caído 27,3% desde o pico de 2012, ainda alcança 72,8% (2021), superando a média estadual (63,0%), mas abaixo da mediana nacional (87,8%). Já o tratamento de esgoto evoluiu expressivamente (+1.357,9% desde 2013), chegando a 51,6% em 2022 — acima da mediana brasileira (37,7%) e próximo da média da UF, posicionando o município no percentil 58. Contudo, esse avanço no tratamento contrasta com dados censitários do IBGE: apenas 48,1% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), e 51,0% possuem destino inadequado de dejetos, no percentil 93 nacional (pior faixa), revelando uma divergência relevante entre a infraestrutura formal medida pelo SNIS e a realidade domiciliar captada pelo Censo — possivelmente associada a lacunas de acesso à rede em áreas rurais ou periféricas.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 150.238 tCO₂e em 2024, com alta de 17,1% no ano, após pico de 171.929 tCO₂e em 2023, situando o município no percentil 52 nacional. As emissões de resíduos cresceram 65,2% desde 2010, atingindo 8.300 tCO₂e (percentil 60), tendência coerente com a precariedade do saneamento e do destino inadequado de dejetos observada nos dados domiciliares. Por outro lado, as emissões de energia caíram 21,4% no período, para 10.167 tCO₂e, ficando abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em relação a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada registrou 10 ocorrências no mesmo ano, no percentil 86 estadual, indicando maior exposição à escassez hídrica — fator que reforça a urgência de investimentos em eficiência de distribuição de água, dada a elevada perda registrada no sistema.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.9%

2024

22
8.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

28.9%

2024

22
71.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

43.1%

2024

57
1117.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

48.8%

2024

18
27.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.1%

2022

13
3.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

51.0%

2022

7
2.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

150.238 tCO₂e

2024

48
17.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.300 tCO₂e

2024

40
65.2% no período

Emissões de energia

SEEG

10.167 tCO₂e

2024

64
21.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.