Santa Cecília do SulRS

1.710 habitantes · IBGE 4316733

IA

Resumo socioambiental

Santa Cecília do Sul/RS apresenta quadro socioambiental de deterioração acentuada nos indicadores de saneamento em 2024, apesar de manter posição relativamente favorável nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu drasticamente para 40,5% em 2024, após anos de cobertura plena (100% entre 2017 e 2021), representando queda de -59,5% e posicionando o município no percentil 13 nacional — muito abaixo da mediana brasileira (73,2%) e da média gaúcha (86,2%). Chama atenção que essa queda ocorre simultaneamente à melhora na perda de água, que recuou para 8,3% (2024), bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), sugerindo possível mudança na forma de medição ou gestão do sistema, e não necessariamente ganho de eficiência real, dado o colapso na cobertura.

Na coleta de resíduos sólidos, o município também retrocedeu: apenas 44,1% dos domicílios tinham coleta em 2022, ante 79,0% em 2010 (variação de -44,2%), ficando no percentil 10 nacional, distante da mediana (76,9%) e da UF (82,7%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos caiu para 9,2% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior ao patamar da UF (4,5%). A persistência de apenas 1 unidade de destinação de resíduos desde 2016 — mesmo número da mediana nacional, mas muito aquém das 63 unidades da UF — indica capacidade estrutural limitada e possível dependência de poucos equipamentos, o que fragiliza a gestão de resíduos e ajuda a explicar as inconsistências entre cobertura de coleta e destinação inadequada.

No eixo climático, o município mostra trajetória de queda expressiva nas emissões totais de GEE, de 164.177 tCO₂e (2021) para 27.448 tCO₂e em 2024 (-54,6% no período considerado), situando-se no percentil 10 nacional — abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). Essa redução é puxada tanto pelas emissões de energia, que caíram 68,8% (para 2.028 tCO₂e), quanto pelas de resíduos, que recuaram 58,7% (para 1.391 tCO₂e), ambas também abaixo das medianas nacionais. A queda nas emissões de resíduos é coerente com a redução da coleta domiciliar registrada no Censo, sugerindo que parte da diminuição pode refletir menor geração formal de resíduos coletados, e não necessariamente ganho ambiental líquido.

Os registros de eventos hidrológicos disponíveis (cheia e seca, ambos de 2016) indicam ocorrência pontual de 1 registro de cheia e 3 de seca, colocando o município nos percentis 76 e 68 da UF, respectivamente — acima da mediana nacional (zero), o que aponta histórico de vulnerabilidade hídrica que merece monitoramento contínuo, especialmente diante do colapso recente na cobertura de água potável.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.5%

2024

13
59.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.3%

2024

95
43.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.1%

2022

10
44.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.2%

2022

63
56.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

27.448 tCO₂e

2024

90
54.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.391 tCO₂e

2024

95
58.7% no período

Emissões de energia

SEEG

2.028 tCO₂e

2024

93
68.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.