Santa CecíliaSC

15.764 habitantes · IBGE 4215505

IA

Resumo socioambiental

Santa Cecília/SC apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em destinação de resíduos domiciliares e sinais de deterioração na infraestrutura de saneamento. A cobertura de água caiu para 84,4% em 2024, recuando de patamares de 97,7%-98,0% observados em 2022-2023 — uma queda expressiva que reverte anos de melhora gradual e coloca o município abaixo da média estadual (86,8%), embora ainda acima da mediana nacional (73,2%). Mais preocupante é a perda de água, que subiu para 43,0% em 2024, bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), posicionando o município no percentil 76 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que sugere problemas de manutenção da rede que podem explicar parte da queda na cobertura.

No esgotamento sanitário, os dados mais recentes datam de 2016, quando a coleta atendia apenas 35,8% da população — abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (42,3%) —, mas o tratamento alcançava 100% do volume coletado, superando amplamente mediana nacional (33,3%) e estadual (37,3%). A ausência de atualização desses indicadores desde 2016 é uma lacuna relevante para avaliação da situação atual. Em contraste, o Censo de 2022 mostra melhora na destinação domiciliar: 90,9% dos domicílios com coleta (percentil 80, acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 5,0% com destino inadequado, redução de 42,4% frente a 2010, embora ainda superior ao índice catarinense (3,2%).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 251.833 tCO₂e em 2024, recuo de 52,3% em relação a 2010, mas ainquant acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Essa queda contrasta com a trajetória das emissões de resíduos, que subiram 60,0% no período, atingindo 25.666 tCO₂e — patamar que coloca o município no percentil 87 nacional, evidenciando pressão crescente da gestão de resíduos sólidos, coerente com o baixo índice histórico de coleta de esgoto. As emissões de energia também cresceram (+7,5%), somando 109.301 tCO₂e, com percentil 82.

Do lado da infraestrutura, a potência hidráulica instalada saltou de 248 kW em 2010 para 7 MW em 2024, crescimento expressivo mas ainda abaixo da mediana nacional (10 MW). Os únicos registros de eventos hidrológicos extremos datam de 2016, com 3 ocorrências de cheia e 1 de seca, sem atualização posterior, o que limita a análise de riscos climáticos recentes. Em síntese, o município demanda atenção prioritária para redução de perdas na rede de água, atualização dos dados de esgotamento sanitário e controle das emissões associadas a resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.4%

2024

67
9.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

35.8%

2016

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2016

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

43.0%

2024

24
13.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.9%

2022

80
0.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.0%

2022

76
42.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

7 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

7 MW

2024

46
2632.7% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

251.833 tCO₂e

2024

34
52.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

25.666 tCO₂e

2024

13
60.0% no período

Emissões de energia

SEEG

109.301 tCO₂e

2024

18
7.5% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.