Santa Clara d'OesteSP

2.677 habitantes · IBGE 3546108

IA

Resumo socioambiental

Santa Clara d'Oeste/SP apresenta quadro saneamento historicamente sólido, embora com sinais recentes de deterioração no abastecimento de água. A cobertura de água caiu de 100,0% entre 2018 e 2021 para 73,8% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual paulista (95,2%), posicionando o município no percentil 47. Em contraste, a coleta e o tratamento de esgoto mantêm-se em 100,0% (2021 e 2022, respectivamente), muito acima das medianas nacionais (87,8% e 37,7%) e das médias de SP (94,6% e 69,6%), colocando o município no percentil 100 em ambos os indicadores — um desempenho de destaque que contrasta com a fragilidade observada no abastecimento.

A perda de água na distribuição, de 10,7% em 2022, é bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), situando o município entre os melhores do país (percentil 8) nesse quesito, o que indica gestão eficiente da rede apesar da queda na cobertura. Do lado dos domicílios, o Censo 2022 mostra 91,5% com coleta de resíduos (acima da mediana nacional de 76,9% e da média de SP, 89,7%) e apenas 6,1% com destinação inadequada, redução expressiva frente aos 18,1% de 2010, embora ainda acima do padrão estadual (1,0%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 47.297 tCO₂e em 2024, com queda de 19,4% desde 2010, e o município figura no percentil 20 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e), refletindo baixo volume de emissões absolutas. As emissões de resíduos, de 1.347 tCO₂e, mantêveram-se estáveis e coerentes com a alta cobertura de coleta e tratamento de esgoto, sugerindo que o manejo de resíduos e efluentes não é o principal vetor de pressão ambiental local. Já as emissões de energia cresceram 30,7% no período, atingindo 2.080 tCO₂e em 2024, tendência que merece monitoramento, ainda que o valor permaneça muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em termos de resiliência hídrica, o município não registrou eventos de cheia ou seca em 2016 e apresenta índice de segurança hídrica projetado de 5,000 para 2035, superior à mediana nacional (4,000) e à média de SP (3,881), no percentil 100. Esse indicador de longo prazo, somado à baixa perda de água e ao excelente desempenho em esgotamento sanitário, sugere infraestrutura estruturalmente robusta; contudo, a queda abrupta na cobertura de água em 2022 é o ponto de atenção prioritário para gestores, exigindo investigação sobre suas causas e ações de recuperação para reverter a tendência antes que comprometa o bom histórico do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
25.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

93.5%

2024

88
4.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

30.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

9.1%

2024

95
48.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.5%

2022

81
11.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.1%

2022

71
66.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

47.297 tCO₂e

2024

80
19.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.347 tCO₂e

2024

96
1.9% no período

Emissões de energia

SEEG

2.080 tCO₂e

2024

93
30.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.