Santa Cruz da ConceiçãoSP

4.365 habitantes · IBGE 3546207

IA

Resumo socioambiental

Santa Cruz da Conceição apresenta quadro saneamento misto em 2024. A cobertura de água atingiu 84,5%, acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 68, embora ainda distante do patamar estadual (96,6%). A perda de água, por outro lado, ficou em 27,5% — indicador de maior=pior que caiu 4,6% em relação ao período anterior e hoje se posiciona levemente melhor que a mediana nacional (29,1%), embora próxima da média de SP (28,2%), sugerindo eficiência operacional ainda intermediária.

O esgotamento sanitário mostra um paradoxo relevante: a coleta caiu para 75,0% (queda de 22,6% frente aos anos anteriores, quando o município chegava a superar 90%), mas o tratamento do esgoto coletado saltou para 99,4%, muito acima da mediana nacional (33,3%) e da própria média estadual (66,6%), colocando o município no percentil 99 nesse quesito. Isso indica que, apesar da retração na cobertura de coleta, o esgoto captado é tratado com excelência, resultado provavelmente da única ETE municipal registrada (2020), operando com alta eficiência. Essa combinação — queda na coleta e alta no tratamento — merece atenção dos gestores, já que a expansão da rede coletora é prioritária para consolidar os ganhos ambientais já obtidos no tratamento.

Do lado dos resíduos domiciliares, o Censo 2022 mostra evolução positiva: 93,3% dos domicílios com coleta (acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 5,4% com destinação inadequada, redução de 47,1% desde 2010, embora ainda distante do desempenho paulista (1,0%). Essa melhora na gestão de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 14,1%, para 3.261 tCO₂e em 2024, sinalizando que o aumento da cobertura de coleta pode estar elevando a geração de metano em disposição final, mesmo com percentual ainda favorável frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 27).

No balanço geral de emissões de GEE, o município somou 137.920 tCO₂e em 2024, com queda de 3,8% e valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 50). O setor de energia é o principal responsável pelo perfil de emissões, com 101.196 tCO₂e (alta de 17,8%) e percentil 81 — bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) —, indicando forte dependência de fontes emissoras no consumo energético local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, o que limita a comparação de risco hídrico recente, mas reforça a necessidade de acompanhamento contínuo dado o contraste entre os avanços em saneamento e o desempenho ainda desafiador em emissões energéticas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.5%

2024

68
8.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

75.0%

2024

63
22.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

99.4%

2024

99
30.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.5%

2024

54
4.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.3%

2022

86
3.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.4%

2022

74
47.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

137.920 tCO₂e

2024

50
3.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.261 tCO₂e

2024

73
14.1% no período

Emissões de energia

SEEG

101.196 tCO₂e

2024

19
17.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.