Santa Cruz de MinasMG
8.321 habitantes · IBGE 3157336
Resumo socioambiental
Santa Cruz de Minas apresenta um quadro de saneamento avançado no acesso, mas com lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), colocando o município no percentil 100. A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional), após oscilação relevante em 2016 (49,8%), indicando expansão recente da rede coletora. Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2010, enquanto a mediana nacional é 37,7% e a mineira 44,5% (percentil 25) — ou seja, todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, um risco direto à qualidade dos corpos hídricos locais.
A perda de água na distribuição chegou a 50,0% em 2022, patamar bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média de Minas Gerais (35,0%), posicionando o município no percentil 85 (pior desempenho relativo). Esse indicador é preocupante porque contrasta com a cobertura universal de água: o sistema entrega água a todos os domicílios, mas desperdiça metade do volume produzido, sugerindo perdas físicas na infraestrutura ou deficiências de medição que demandam investimento em manutenção da rede.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 14.818 tCO₂e em 2024, com alta de 3,6% em relação a 2023, mas ainda entre as mais baixas do país (percentil 6, muito abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 4.292 tCO₂e, cresceram 6,8% no último ano e estão próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 40); essa trajetória de aumento é coerente com a ausência de tratamento de esgoto, já que a disposição inadequada de efluentes e resíduos tende a elevar as emissões do setor. As emissões de energia (11.016 tCO₂e) permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 38), apesar de leve alta de 3,4%.
Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica é 3,000 (2035), abaixo da mediana nacional (4,000) e da média mineira (3,694), no percentil 50, o que indica vulnerabilidade moderada frente a eventos futuros. Já os registros de cheia (2 ocorrências em 2016) situam o município no percentil 87 nacional, acima da mediana (0), enquanto não há registros de seca no mesmo ano. Em síntese, o município combina excelência em acesso a água e esgoto com fragilidades estruturais — ausência de tratamento de efluentes, perdas elevadas na distribuição e aumento das emissões de resíduos — que devem orientar prioridades de investimento em infraestrutura de saneamento e gestão hídrica.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
50.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
99.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.1%
2010
Clima
Emissões de GEE
SEEG
14.818 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.292 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.016 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
