Santa Cruz de Monte CasteloPR

8.806 habitantes · IBGE 4123303

IA

Resumo socioambiental

Santa Cruz de Monte Castelo apresenta quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no tratamento de esgoto contrastando com retrocesso recente no saneamento básico de água. A cobertura de água atingiu 78,0% em 2024, abaixo dos 100% registrados entre 2020 e 2021 e ainda distante do patamar paranaense (89,5%), embora ligeiramente superior à mediana nacional (73,2%, percentil 57). A coleta de esgoto chegou a 49,0% em 2024, com forte evolução desde 2019 (+91,8%), mas ainda inferior à mediana do país (59,9%) e ao desempenho estadual (82,9%, percentil 40). Já o tratamento de esgoto surpreende positivamente: 52,3% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%, percentil 63), resultado de um salto expressivo desde 2019, quando o índice era de apenas 4,3%.

A perda de água na distribuição, indicador em que menor é melhor, está em 16,1% (2024), bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e do valor do Paraná (29,0%), posicionando o município no percentil 15 — entre os mais eficientes do país nesse quesito, apesar de um aumento de 2 pontos percentuais em relação a 2023. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 15,1% dos domicílios (2022), próximo da mediana nacional (14,9%) mas muito acima do Paraná (5,6%), sinalizando uma lacuna na gestão de resíduos que também se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 4.800 tCO₂e em 2024, inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em leve alta (+8,8%) desde 2010.

No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 200.823 tCO₂e em 2024, com recuo de 1,3% frente a 2010, mas acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 60). As emissões de energia cresceram de forma acentuada (+65,2% desde 2010), atingindo 18.983 tCO₂e em 2024, praticamente equivalentes à mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo pressão crescente do setor energético sobre o balanço de emissões locais.

Em síntese, o município combina eficiência operacional na rede de água (baixas perdas) com déficit ainda relevante de cobertura de esgotamento sanitário e destinação de resíduos, áreas que demandam investimento prioritário. O avanço no tratamento de esgoto indica capacidade de gestão bem-sucedida quando há foco e recursos direcionados, sugerindo que a ampliação da coleta de esgoto e da destinação adequada de resíduos pode repetir essa trajetória positiva, com potencial benefício adicional na redução das emissões associadas a resíduos e saneamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.0%

2024

57
8.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

49.0%

2024

40
91.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

52.3%

2024

63
1114.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

16.1%

2024

85
15.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.2%

2022

64
4.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.1%

2022

49
20.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

200.823 tCO₂e

2024

40
1.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.800 tCO₂e

2024

59
8.8% no período

Emissões de energia

SEEG

18.983 tCO₂e

2024

50
65.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.