Santa Cruz do EscalvadoMG
4.743 habitantes · IBGE 3157401
Resumo socioambiental
Santa Cruz do Escalvado/MG apresenta um quadro de saneamento marcado por forte desequilíbrio entre coleta e tratamento de esgoto. Enquanto a coleta atingiu 98,4% em 2021, situando o município no percentil 65 nacional e acima da mediana do país (87,8%) e de Minas Gerais (85,0%), o tratamento de esgoto caiu a 0,0% em 2022, revertendo um patamar histórico de cerca de 40-48% observado entre 2013 e 2019. Essa queda abrupta, coincidente com a existência de apenas 1 ETE no município (2020), sugere desativação ou colapso operacional da estação, um ponto crítico que demanda ação imediata dos gestores, já que o esgoto coletado deixou de receber tratamento adequado.
O abastecimento de água é o indicador mais frágil do município: a cobertura chegou a apenas 28,6% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), posicionando Santa Cruz do Escalvado no percentil 6 — entre os piores do país. Ainda assim, houve avanço relativo na eficiência da rede, com a perda de água caindo de 37,7% (2018) para 22,4% (2022), variação de -9,1% no período recente, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%). Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos atingiu 69,5% (2022, percentil 38) e o destino inadequado recuou fortemente de 30,9% (2010) para 13,4% (2022), aproximando-se da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão mineiro (7,4%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 77.722 tCO₂e em 2024, com alta de 16,5% frente ao ano anterior, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 33. As emissões de resíduos, coerentes com a baixa performance do saneamento, ficaram em 2.421 tCO₂e (2024), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e com leve queda de 3,8% no ano, indicando que o problema do não tratamento de esgoto ainda não se traduziu em aumento expressivo de emissões do setor. Já as emissões de energia cresceram 45,9%, para 2.219 tCO₂e, embora permaneçam bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, o município convive com uma contradição estrutural: boa cobertura de coleta de esgoto e progressos na redução de perdas de água e destinação inadequada de resíduos, mas com abastecimento de água crítico e tratamento de esgoto zerado em 2022. A recuperação da estação de tratamento existente e a ampliação da rede de água devem ser prioridades de investimento, dado o risco sanitário e ambiental decorrente do lançamento de esgoto sem tratamento, mesmo com emissões de GEE ainda comparativamente moderadas frente ao cenário nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
28.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
37.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
33.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
69.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
70 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
70 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
77.722 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.421 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.219 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
