Santa Cruz do SulRS
138.104 habitantes · IBGE 4316808
Resumo socioambiental
Santa Cruz do Sul apresenta um quadro socioambiental marcado por defasagem crítica em saneamento e pressão relevante sobre emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chega a 85,1% em 2024, próxima da média do Rio Grande do Sul (86,2%) e acima da mediana nacional (73,2%), mas a coleta de esgoto está em apenas 24,4%, bem abaixo da mediana do país (59,9%) e da própria UF (47,8%), posicionando o município no percentil 18 nacional. O tratamento de esgoto, em 22,9%, também fica aquém da mediana nacional (33,3%) e da UF (30,1%). Esse cenário é agravado pela perda de água na distribuição, de 56,9% em 2024 — quase o dobro da mediana brasileira (29,1%) e muito superior à média gaúcha (39,4%), embora tenha recuado 6,5% no último ano, indicando algum avanço, ainda insuficiente diante do baixo percentual de esgotamento tratado.
Do ponto de vista de resíduos sólidos, o município tem desempenho positivo na gestão domiciliar: o destino inadequado atinge apenas 0,6% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (4,5%), e a coleta domiciliar está em 79,8%, acima da mediana do país (76,9%). Contudo, essa boa cobertura de coleta não se traduz em baixa emissão: as emissões de resíduos somam 75.024 tCO₂e em 2024, com alta de 36,1% na década, situando o município no percentil 96 nacional — um contraste que sugere predominância de disposição em aterros sem captura de metano ou tratamento adequado, coerente com o baixo índice de tratamento de esgoto.
No balanço energético e climático, as emissões totais de GEE somam 646.324 tCO₂e em 2024 (percentil 84), com queda de 22,7% frente a 2010, mas ainda concentradas em energia (294.928 tCO₂e, percentil 93) e resíduos. A geração solar cresceu expressivamente, de 45 kW para 945 kW entre 2021 e 2022, mantendo-se estável desde então e próxima da mediana nacional (908 kW), enquanto a biomassa permanece estagnada em 265 kW desde 2012, distante da média estadual (544 MW). Os registros de eventos hídricos extremos em 2016 — 3 cheias e 5 secas — reforçam a vulnerabilidade climática local, ainda que a série histórica limitada não permita avaliar tendência recente.
Em síntese, o desafio prioritário do município está na ampliação da rede de coleta e tratamento de esgoto, cuja defasagem frente ao Brasil e ao RS compromete tanto a qualidade ambiental quanto o potencial de redução de emissões associadas a saneamento. A relativa eficiência na gestão de resíduos domiciliares contrasta com o alto volume de emissões do setor, sinalizando a necessidade de investimentos em tratamento e aproveitamento energético de resíduos, complementando os avanços já obtidos na geração solar.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
24.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
22.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
56.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
945 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
945 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
646.324 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
75.024 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
294.928 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
