Santa Cruz do XinguMT
2.834 habitantes · IBGE 5107743
Resumo socioambiental
Santa Cruz do Xingu apresenta quadro socioambiental preocupante, com deterioração acentuada no saneamento básico. A cobertura de água caiu para 57,2% em 2024, retração de -30,7% frente ao histórico e bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (86,7%), posicionando o município apenas no percentil 28. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou para 85,9% em 2024 (+415,2% desde 2010), colocando o município no percentil 98 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando ineficiência severa na gestão da rede e possível desperdício de recursos hídricos captados.
O esgotamento sanitário é ainda mais crítico: a coleta de esgoto, com último dado disponível de 2011, era de apenas 7,8%, e o tratamento permanecia em 0,0%, muito aquém das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e estaduais (53,1% e 38,6%). Essa lacuna se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que atingiu 31,5% em 2022 — mais que o dobro da mediana brasileira (14,9%) e quase triplo da média de Mato Grosso (11,2%), embora tenha havido melhora de -18,0% em relação a 2010. A ausência de tratamento de esgoto também ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que chegaram a 6.301 tCO₂e em 2024 (+50,0% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sinalizando que a falta de infraestrutura sanitária tem custo ambiental crescente.
Nas emissões totais de gases de efeito estufa, o município figura no percentil 92 nacional, com 1.310.534 tCO₂e em 2024, após pico de mais de 6,3 milhões de toneladas em 2023 — oscilação típica de padrões de uso do solo e desmatamento na Amazônia Legal. As emissões de energia também dispararam, passando de valores abaixo de 6 mil tCO₂e antes de 2019 para 11.802 tCO₂e em 2024 (+138,4%), embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de cheia (3 em 2016) colocam o município no percentil 93 nacional, sugerindo vulnerabilidade hidrológica que se soma aos problemas de infraestrutura de saneamento.
Em síntese, Santa Cruz do Xingu enfrenta um cenário de retrocesso simultâneo em cobertura de água, ineficiência crítica na distribuição hídrica e ausência quase total de tratamento de esgoto, fatores que se conectam diretamente ao aumento das emissões de resíduos e à maior exposição a eventos climáticos extremos. A priorização de investimentos em redução de perdas hídricas e implantação de tratamento de esgoto é urgente para reverter essa trajetória e aproximar o município dos patamares médios nacionais e estaduais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
7.8%
2011
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2011
Perda de água
SNIS/SINISA
85.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
31.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.310.534 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.301 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.802 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
