Santa CruzPE

14.320 habitantes · IBGE 2612455

IA

Resumo socioambiental

Santa Cruz/PE apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 52,5% em 2022 — crescimento expressivo de +42,4% frente à série histórica, mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e de Pernambuco (86,7%), posicionando o município no percentil 22 do país. Mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2009 até o último dado disponível (2020), enquanto a mediana nacional é de 37,7%. A coleta de esgoto, embora tenha recuperado para 70,0% em 2020, ainda opera abaixo da mediana nacional (87,8%), e o dado do IBGE Censo 2022 mostra que apenas 31,3% dos domicílios têm coleta de lixo — percentil 4, um dos piores do país —, com 55,6% dos domicílios recebendo destino inadequado de resíduos (percentil 96, entre os piores do Brasil).

Esse quadro sanitário precário se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que somaram 6.833 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de +41,9% desde 2010, situando o município no percentil 54 nacional — acima da mediana (6.191 tCO₂e). A ausência de tratamento de esgoto e a baixa cobertura de coleta de lixo são coerentes com essa trajetória ascendente de emissões do setor, indicando que a gestão de resíduos e efluentes ainda não internalizou ganhos de eficiência ambiental. As emissões totais de GEE alcançaram 151.048 tCO₂e em 2024 (percentil 53), com oscilações significativas na série — pico de 191.671 tCO₂e em 2023 —, enquanto as emissões de energia cresceram +61,2% desde 2010, embora abaixo da mediana nacional.

A perda de água na distribuição, de 33,8% em 2022, superou a mediana nacional (29,9%) e cresceu +57,7% desde 2008, embora abaixo da média estadual (43,5%). Esse desperdício, somado à baixa cobertura de água, evidencia ineficiência operacional que compromete o avanço da universalização, mesmo diante do investimento aparente que elevou a cobertura em mais de 15 pontos percentuais entre 2021 e 2022. Os registros de eventos extremos de 2016 — 1 ocorrência de cheia e 24 de seca observada (percentil 100 para seca) — reforçam a vulnerabilidade climática do município, que exige articulação entre investimentos em infraestrutura hídrica, tratamento de esgoto e gestão de resíduos para reduzir riscos socioambientais e aproximar os indicadores dos patamares nacionais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

39.0%

2024

11
1.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

36.3%

2024

28
51.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

10.3%

2024

93
54.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

31.3%

2022

4
3.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.6%

2022

4
17.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

151.048 tCO₂e

2024

47
6.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.833 tCO₂e

2024

46
41.9% no período

Emissões de energia

SEEG

15.761 tCO₂e

2024

54
61.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

24

2016

0
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.