Santa Efigênia de MinasMG
4.067 habitantes · IBGE 3157500
Resumo socioambiental
Santa Efigênia de Minas apresenta situação socioambiental frágil, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 63,9% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 35 do país. Chama atenção que, apesar da recuperação recente, a série mostra queda acumulada de 6,1% desde 2008, evidenciando estagnação estrutural no acesso à água tratada. A perda de água, embora tenha recuado para 21,9% em 2022 (-22,6% na série), ainda representa desperdício relevante de um recurso já escasso na oferta ao município.
O quadro de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do diagnóstico. Apenas 71,5% dos domicílios possuem coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do patamar de Minas Gerais (86,1%). Como consequência direta, 26,3% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase o dobro da mediana brasileira (14,9%) e mais de três vezes o valor de referência estadual (7,4%), colocando o município no percentil 69, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Ainda assim, houve avanço expressivo desde 2010, quando o índice de destinação inadequada era de 43,7%, indicando que investimentos em infraestrutura sanitária tiveram efeito, mas permanecem insuficientes frente ao padrão nacional.
Em relação às emissões de gases de efeito estufa, o município apresenta volume total de 67.056 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), o que posiciona Santa Efigênia no percentil 29 — relativamente favorável na comparação com outros municípios. Contudo, a série revela forte volatilidade e tendência de alta acumulada de 132,1% desde 2010, com pico em 2023 (93.026 tCO₂e). As emissões por resíduos, de 1.969 tCO₂e em 2024, guardam relação direta com a lacuna de saneamento: o crescimento de 26,4% na série coincide com o baixo avanço na coleta e tratamento de esgoto, sugerindo que a expansão do atendimento sanitário tende a pressionar ainda mais essas emissões caso não seja acompanhada de tratamento adequado dos resíduos gerados.
No campo hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, bem abaixo da mediana nacional (4,000) e da referência estadual (3,694), no percentil 14 — um dos piores do país. Esse dado é preocupante à luz do registro de 3 eventos de cheia em 2016, acima da mediana nacional (0) e no percentil 93, indicando vulnerabilidade a eventos extremos combinada com baixa resiliência estrutural. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade prioritária de investimentos em ampliação e qualificação da rede de esgotamento sanitário, redução de perdas no sistema de abastecimento e fortalecimento da gestão de riscos hídricos, de modo a reverter a trajetória de vulnerabilidade socioambiental do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
71.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
67.056 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.969 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.189 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
