Santa Fé de GoiásGO

5.036 habitantes · IBGE 5219258

IA

Resumo socioambiental

Santa Fé de Goiás apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes em saneamento básico mas pressão crescente nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 91,1% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 72 do país — resultado de um salto expressivo após a série manter-se estável em torno de 80% entre 2010 e 2021. A perda de água na distribuição, embora tenha oscilado bastante ao longo da década (chegando a 41,4% em 2010), fechou 2022 em 17,4%, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da baixa variação recente (-15,0%).

No saneamento de esgoto, o quadro é mais modesto: a coleta domiciliar chegou a 80,6% em 2022, ligeiramente acima da mediana nacional, mas ainda distante do patamar estadual (89,7%). O destino inadequado de dejetos, embora tenha caído significativamente desde 2010 (-31,5%), ainda atinge 14,5% dos domicílios, valor próximo à mediana do país porém quase três vezes superior ao de Goiás (5,5%). Essa lacuna ajuda a explicar o crescimento de 21,1% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, atingindo 7.805 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o esgotamento sanitário ainda não acompanha a evolução do abastecimento de água.

O destaque de atenção recai sobre as emissões totais de GEE, que somaram 396.666 tCO₂e em 2024, no percentil 76 nacional — quase três vezes a mediana do país (138.513 tCO₂e). O componente mais crítico é energia, que disparou 222,5% desde 2010, saltando de patamares abaixo de 35 mil tCO₂e para 72.746 tCO₂e em 2024, com aceleração acentuada nos últimos dois anos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes, mas não exime o município de atenção ao crescimento das emissões energéticas.

Em síntese, o município evoluiu positivamente em abastecimento de água e controle de perdas, superando referências nacionais e estaduais, mas enfrenta desafios no esgotamento sanitário e, sobretudo, no controle das emissões de GEE, cujo crescimento recente — puxado pelo setor energético — demanda monitoramento e ação por parte da gestão local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.0%

2024

61
1.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.9%

2024

56
35.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.6%

2022

57
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.5%

2022

51
31.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

396.666 tCO₂e

2024

24
1.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.805 tCO₂e

2024

42
21.1% no período

Emissões de energia

SEEG

72.746 tCO₂e

2024

24
222.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.