Santa Filomena do MaranhãoMA
6.839 habitantes · IBGE 2109759
Resumo socioambiental
Santa Filomena do Maranhão apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 21,3% em 2024, contra mediana nacional de 73,2% e mediana estadual de 53,5%, posicionando o município no percentil 3 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Agravando o cenário, a perda de água chegou a 67,5% em 2024 (percentil 94, sendo maior valor pior), bem acima da mediana nacional de 29,1%, indicando que mais de dois terços da água tratada não chega ao consumidor, o que compromete a eficiência de qualquer investimento futuro em ampliação da rede.
O esgotamento sanitário segue padrão semelhante: a coleta de esgoto atendia apenas 41,2% dos domicílios em 2022 (percentil 9), enquanto o destino inadequado de dejetos atingia 58,5% dos domicílios (percentil 97), valor quatro vezes superior à mediana nacional de 14,9%. Essa deficiência estrutural de saneamento tem relação direta com as emissões de resíduos, que cresceram 135,8% entre 2010 e 2024, atingindo 3.705 tCO₂e — trajetória oposta à observada nas emissões totais do município, que caíram 25,7% no mesmo período.
Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 363.340 tCO₂e em 2024, valor acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 74), embora em trajetória de queda desde o pico de 2013 (833.729 tCO₂e). As emissões de energia permanecem baixas e estáveis (5.355 tCO₂e, percentil 22), enquanto o setor de resíduos ganha peso relativo no perfil de emissões locais, reforçando a urgência de investimentos em gestão de resíduos sólidos e tratamento de esgoto.
Os registros de eventos hidrológicos de 2016 — uma cheia e duas ocorrências de seca — sinalizam vulnerabilidade climática, mas a limitação da série histórica (dado único) impede avaliação de tendência. Em síntese, o município demanda prioridade em investimentos estruturantes de água e esgoto, dado que os déficits de cobertura e as altas perdas hídricas coexistem com indicadores de destinação inadequada de resíduos entre os piores do país, configurando risco sanitário e ambiental que requer ação coordenada dos gestores locais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
21.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
67.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
41.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
58.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
363.340 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.705 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.355 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
