Santa FilomenaPE

12.402 habitantes · IBGE 2612554

IA

Resumo socioambiental

Santa Filomena/PE apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 36,7% em 2024, menos da metade da mediana nacional (73,2%) e do valor de Pernambuco (71,4%), posicionando o município no percentil 10 do país. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta de esgoto caiu de 100% em 2020 para apenas 12,1% em 2024, um retrocesso de quase 88% em relação ao início da série, também no percentil 10 nacional. Essa queda abrupta indica possível descontinuidade operacional ou de reporte, e merece verificação junto ao órgão gestor local.

O indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares reforça esse cenário: 59,1% dos domicílios em 2022 (percentil 97, entre os piores do país), ainda que tenha melhorado frente aos 70,5% de 2010. Coerentemente, as emissões de resíduos sólidos vêm em trajetória ascendente desde 2010 (7.146 para 7.978 tCO₂e em 2024, alta de 11,7%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 59 — um sinal de que a gestão de resíduos não acompanhou o crescimento populacional nem reduziu a informalidade na disposição final.

Por outro lado, o tratamento de esgoto mostra recuperação recente, alcançando 61,1% em 2024, acima da mediana nacional (33,3%) e do estado (33,7%), no percentil 69 — um ponto positivo que contrasta com a baixa cobertura de coleta, sugerindo que o volume tratado é pequeno em termos absolutos. A perda de água também melhorou substancialmente, caindo para 9,0% em 2024 (percentil 5, entre os melhores do Brasil), após oscilações fortes na década anterior.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram 41,8% desde 2010, fechando 2024 em 55.605 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Já as emissões de energia cresceram 52,9% no período, embora ainda estejam abaixo da mediana nacional. Os dados hídricos da ANA registram 23 ocorrências de seca em 2016, sem registros de cheia, reforçando a vulnerabilidade climática do município, que reforça a urgência de priorizar investimentos em abastecimento de água e coleta de esgoto para reduzir riscos sanitários e ambientais combinados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

36.7%

2024

10
84.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

12.1%

2024

10
87.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

61.1%

2024

69

Perda de água

SNIS/SINISA

9.0%

2024

95
58.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.0%

2022

6
25.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

59.1%

2022

3
16.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

55.605 tCO₂e

2024

76
41.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.978 tCO₂e

2024

41
11.7% no período

Emissões de energia

SEEG

7.386 tCO₂e

2024

71
52.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

23

2016

0
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.