Santa FilomenaPI
6.209 habitantes · IBGE 2209203
Resumo socioambiental
Santa Filomena/PI apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 19,5% em 2023, retração de 28,3% desde 2010 e patamar bastante inferior à mediana nacional (73,2%) e à média do Piauí (92,3%). Paralelamente, a perda de água subiu para 57,8% em 2023 (+12,3% no período), quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e mais de duas vezes o índice estadual (23,6%), evidenciando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura.
No manejo de resíduos, houve avanço relevante: a coleta domiciliar passou de 30,5% (2010) para 53,0% (2022), e o destino inadequado de resíduos caiu de 69,5% para 35,8% no mesmo período. Apesar da melhora, o município ainda está distante da mediana nacional de coleta (76,9%) e acima da mediana nacional de destinação inadequada (14,9%), ocupando o percentil 81 nesse último indicador — ou seja, entre os piores do país. Essa persistência de destinação inadequada ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que somaram 3.142 tCO₂e em 2024, alta de 49,0% desde 2010, ainda que o volume absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
O perfil de emissões totais de GEE é o ponto mais alarmante do dossiê: 3.171.642 tCO₂e em 2024, colocando o município no percentil 97 nacional, com valor 23 vezes superior à mediana do país (138.513 tCO₂e). A série é marcada por forte volatilidade, com pico de 6,45 milhões de tCO₂e em 2022, sugerindo forte influência de mudanças de uso da terra e desmatamento, típicas de dinâmicas de fronteira agrícola no Piauí. As emissões de energia também cresceram de forma expressiva (+4.624,7% desde 2010, chegando a 68.788 tCO₂e em 2024), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 76.
Em síntese, Santa Filomena combina infraestrutura de saneamento deficitária — com baixa cobertura de água, perdas elevadas e coleta de esgoto ainda incompleta — a um perfil de emissões de GEE muito acima do padrão nacional, provavelmente associado a mudanças no uso do solo. A melhora recente na destinação de resíduos indica capacidade de resposta institucional, mas o quadro geral demanda investimento prioritário em infraestrutura hídrica e monitoramento ambiental para reverter as tendências mais críticas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
19.5%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
57.8%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
53.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
35.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.171.642 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.142 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
68.788 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
