Santa Helena de GoiásGO
39.481 habitantes · IBGE 5219308
Resumo socioambiental
Santa Helena de Goiás/GO apresenta um saneamento básico consolidado e acima dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 96,6% em 2022, superando a mediana brasileira (76,5%) e a média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 81 do país. Os indicadores de esgotamento sanitário são ainda mais expressivos: a coleta alcançou 100,0% em 2021 e o tratamento também chegou a 100,0% em 2022, ambos no percentil 100 nacional, muito acima das medianas do Brasil (87,8% e 37,7%, respectivamente) e de Goiás (74,3% e 66,0%). Essa universalização do tratamento de esgoto ajuda a explicar o baixo percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos (4,0% em 2022, abaixo da mediana nacional de 14,9%) e a alta cobertura de coleta domiciliar (95,4%).
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que em 2022 chegou a 32,5%, acima da mediana nacional (29,9%) e do valor estadual (27,8%), revertendo a trajetória de melhora observada entre 2018 e 2021 (quando o índice chegou a 27,7%). Esse indicador sugere necessidade de investimento em manutenção da rede, especialmente considerando que o município já opera com apenas 1 ETE, no limite da mediana nacional, e sem expansão da infraestrutura de destinação de resíduos desde 2017.
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 17,3% entre 2010 e 2024, fechando em 741.755 tCO₂e, ainda assim muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 86 do país. A redução foi impulsionada principalmente pela queda de 56,6% nas emissões de energia desde 2010, embora tenha havido reversão recente (alta de 2023 para 2024). Em contraste, as emissões de resíduos cresceram 22,5% no período, atingindo 22.418 tCO₂e em 2024 — um sinal que contrasta com o avanço do tratamento de esgoto e indica que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou o mesmo ritmo de melhoria observado no saneamento hídrico.
Do ponto de vista energético e hídrico, o município mantém potência instalada relevante tanto hidráulica (30 MW) quanto térmica fóssil (24 MW), ambas acima das medianas nacionais, e não registrou eventos de cheia ou seca em 2016. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera o valor estadual (3,874), sugerindo perspectiva favorável de disponibilidade de recursos hídricos no longo prazo, desde que mantidos os investimentos em redução de perdas e gestão de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
30.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
64 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
40 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
741.755 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
22.418 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
178.487 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
