Santa InêsMA

88.167 habitantes · IBGE 2109908

IA

Resumo socioambiental

Santa Inês/MA apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 49,8%, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 19 do país — ou seja, entre os piores em acesso ao serviço. Mais grave, essa cobertura vem em trajetória de queda desde o pico de 67,7% em 2010, com retração de -11,3% no período recente. Simultaneamente, a perda de água atinge 64,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (56,3%), colocando o município no percentil 95 — entre os piores do Brasil nesse indicador. A combinação de baixa cobertura com alto desperdício sugere problemas estruturais na rede de abastecimento, que comprometem a eficiência do sistema e limitam a ampliação do atendimento à população.

Em saneamento de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: 86,8% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (65,5%), com percentil 70. O destino inadequado de resíduos caiu de 13,5% (2010) para 9,3% (2022), uma redução de -30,7%, ficando também abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa melhora na gestão de resíduos, contudo, contrasta com o aumento das emissões de GEE do setor de resíduos, que subiram de 38.078 tCO₂e (2010) para 54.575 tCO₂e (2024), alta de 43,3% — evidenciando que a ampliação da coleta não veio acompanhada de tratamento adequado ou destinação final que reduza a geração de metano, mantendo o município no percentil 94 nacional para esse tipo de emissão.

As emissões totais de GEE do município caíram para 427.716 tCO₂e em 2024, recuo de 46,4% frente à série histórica, após picos expressivos em 2021 e 2022 (acima de 1,3 milhão de tCO₂e), refletindo provavelmente redução das emissões por mudança de uso da terra. Ainda assim, o município permanece no percentil 77 nacional, acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 25,5% no período, atingindo 187.218 tCO₂e em 2024 (percentil 89), indicando pressão crescente do consumo energético sobre o balanço de emissões locais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na base consultada (ANA, 2016), o que impede avaliação de risco hidroclimático mais recente. Em síntese, Santa Inês exibe avanços na gestão de resíduos sólidos e no destino de dejetos domésticos, mas enfrenta desafios estruturais graves no abastecimento de água — baixa cobertura e altíssima perda — que devem ser prioridade de investimento, especialmente considerando que a ineficiência hídrica pode estar associada a perdas econômicas e ao aumento indireto das emissões por resíduos e energia.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.1%

2024

15
36.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

77.2%

2024

3
18.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.8%

2022

70
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.3%

2022

63
30.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

427.716 tCO₂e

2024

23
46.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

54.575 tCO₂e

2024

6
43.3% no período

Emissões de energia

SEEG

187.218 tCO₂e

2024

11
25.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.