Santa InêsPB

3.274 habitantes · IBGE 2513356

IA

Resumo socioambiental

Santa Inês/PB apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu apenas 40,4% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 12 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica mostra estagnação e até retrocesso, já que o índice chegou a 45,0% entre 2019 e 2021 e recuou para o patamar de uma década atrás. A perda de água na distribuição, de 22,7% (2022), é relativamente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (37,3%), mas voltou a subir após queda registrada em 2015, indicando fragilidade na gestão da rede.

O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Embora a coleta de esgoto tenha sido de 96,3% em 2016 (dado mais recente disponível), superior à mediana nacional de 2021 (87,8%) e muito acima da média estadual (64,8%), o tratamento desse esgoto é 0,0% desde 2012, enquanto o Brasil trata em mediana 37,7% e a Paraíba, 42,7%. Esse contraste entre alta coleta e tratamento nulo sugere que o esgoto captado é lançado sem tratamento, gerando passivo ambiental relevante. Adicionalmente, dados do Censo IBGE indicam que apenas 13,8% dos domicílios têm coleta de lixo em 2022 (percentil 1 nacional), com forte queda frente aos 39,1% de 2010, e que 50,5% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 93 (entre os piores do país).

Do lado das emissões, Santa Inês tem desempenho comparativamente favorável: as emissões totais de GEE somaram 31.688 tCO₂e em 2024, no percentil 12 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e), com queda de 10,6% frente a 2023, embora a série mostre grande volatilidade, com pico de 75.280 tCO₂e em 2023. Chama atenção o crescimento de 73,1% nas emissões de resíduos desde 2010 (1.922 tCO₂e em 2024), tendência coerente com a piora observada na gestão de coleta e destinação domiciliar de lixo. As emissões de energia, embora ainda baixas (1.706 tCO₂e), vêm em trajetória ascendente desde 2022.

Em relação a eventos hidrológicos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 11 registros de seca observada no mesmo ano, valor abaixo da média estadual (2.866), mas ainda no percentil 88 nacional. Para os gestores, o quadro geral aponta necessidade urgente de investimento em ampliação e modernização da rede de água, implantação de estação de tratamento de esgoto e reestruturação do sistema de coleta de resíduos sólidos, que aparenta ser o principal gargalo socioambiental do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

36.6%

2024

10
9.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

96.3%

2016

1.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

48.4%

2024

18
117.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

13.8%

2022

1
64.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.5%

2022

7
17.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

31.688 tCO₂e

2024

88
10.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.922 tCO₂e

2024

89
73.1% no período

Emissões de energia

SEEG

1.706 tCO₂e

2024

95

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.