Santa IsabelSP

54.586 habitantes · IBGE 3546801

IA

Resumo socioambiental

Santa Isabel/SP apresenta quadro socioambiental preocupante no eixo de saneamento, com retrocessos expressivos na última década. A cobertura de água atingiu 58,9% em 2022, queda de 22,8% frente a anos anteriores e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado de São Paulo (95,2%), posicionando o município no percentil 29 do país. A coleta de esgoto seguiu trajetória semelhante, recuando de 100% em 2007 para 56,6% em 2021 (-43,4%), também distante da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%). O tratamento de esgoto, apesar de ter avançado de zero para 6,1% em 2022, permanece muito inferior à mediana nacional (37,7%) e à média paulista (69,6%), refletindo capacidade instalada limitada — o município conta com apenas 1 ETE, no patamar mediano nacional, mas muito atrás da infraestrutura do estado (869 unidades).

Um ponto positivo é a perda de água, que caiu de 55,7% (2008) para 37,5% em 2022, reduzindo-se em 32,8%; ainda assim, o indicador supera a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (32,1%), sinalizando ineficiência operacional na distribuição mesmo com a melhora. Já o destino inadequado de resíduos domiciliares é baixo (1,9% em 2022), inferior à mediana nacional (14,9%), embora levemente acima do padrão paulista (1,0%), indicando gestão de resíduos sólidos relativamente estruturada e coerente com a presença de ao menos uma unidade de destinação registrada.

No campo climático, o município figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais negativas de -52.857 tCO₂e em 2024, impulsionadas principalmente pelo setor de resíduos (-119.272 tCO₂e), historicamente negativo desde 2012 — resultado provavelmente associado ao mesmo aterro/unidade de destinação que sustenta a boa gestão de resíduos sólidos. Em contrapartida, as emissões de energia são crescentes e relevantes (105.486 tCO₂e em 2024, alta de 13,1% na década), no percentil 82 nacional, indicando pressão do setor energético que contrasta com o desempenho ambiental favorável em resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e da média estadual (3,881), sugerindo vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

69.8%

2024

45
11.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

50.0%

2024

41
27.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

34.2%

2024

51

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

55.0%

2024

13
3.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.4%

2022

46
22.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
52.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-52.857 tCO₂e

2024

98
46.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

-119.272 tCO₂e

2024

100
14.0% no período

Emissões de energia

SEEG

105.486 tCO₂e

2024

18
13.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.