Santa LúciaPR

3.657 habitantes · IBGE 4123824

IA

Resumo socioambiental

Santa Lúcia/PR apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com avanços expressivos em perdas de água e destinação de resíduos, mas déficit crítico em esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 74,2% em 2024, próxima da mediana nacional (73,2%), porém distante da média estadual (89,5%) e ainda abaixo do pico histórico de 92,0% registrado em 2022 — a queda abrupta para 70,3% em 2023 e a recuperação parcial sugerem instabilidade recente na operação ou no reporte dos dados. Já a perda de água caiu para 15,9% em 2024, patamar bem melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média do Paraná (29,0%), posicionando o município no percentil 15 (quanto menor, melhor a posição relativa), o que indica gestão eficiente da rede apesar da oscilação na cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: a coleta de esgoto está estagnada em 0,8% e o tratamento em 0,7% (dados de 2020), muito abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e das médias estaduais (82,9% e 78,8%). Esse déficit contrasta com a melhoria expressiva na destinação domiciliar adequada de resíduos, cujo indicador de destino inadequado caiu de 29,7% (2010) para 7,8% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média paranaense (5,6%). A ausência de tratamento de esgoto é preocupante do ponto de vista sanitário e pode comprometer corpos hídricos locais, mesmo com a evolução positiva na gestão de resíduos sólidos.

Em emissões de GEE, o município soma 60.686 tCO₂e em 2024, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional. As emissões de resíduos (1.836 tCO₂e) também estão abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), coerentes com a melhoria na destinação domiciliar. Entretanto, chama atenção o salto nas emissões de energia, que passaram de 3.134 tCO₂e em 2010 para 23.200 tCO₂e em 2024 — alta de 640,3% — superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e sinalizando forte intensificação do consumo energético local, provavelmente ligado a atividades produtivas, que merece monitoramento associado à matriz energética municipal.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, o município registrou 0 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, únicos dados disponíveis, sem série histórica que permita avaliar tendência. Em síntese, Santa Lúcia combina bons indicadores de perdas hídricas e resíduos sólidos com uma lacuna estrutural grave em esgotamento sanitário, cuja correção é prioritária para reduzir riscos ambientais e de saúde pública, ao mesmo tempo em que o crescimento das emissões energéticas exige atenção para não comprometer os ganhos obtidos em outras frentes.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.2%

2024

52
12.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.8%

2020

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.7%

2020

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.9%

2024

85
40.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.1%

2022

42
2.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.8%

2022

67
73.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

60.686 tCO₂e

2024

74
13.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.836 tCO₂e

2024

90
6.3% no período

Emissões de energia

SEEG

23.200 tCO₂e

2024

46
640.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.