Santa Luzia do NorteAL
7.065 habitantes · IBGE 2707909
Resumo socioambiental
Santa Luzia do Norte/AL apresenta cobertura de água de 80,8% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (72,8%), posicionando o município no percentil 61 do país. Apesar desse avanço — uma alta de 17,6 pontos percentuais desde 2010 —, o dado é ofuscado pela perda de água de 59,1% no mesmo ano, muito superior à mediana nacional (29,1%) e também acima da média estadual (63,1%), colocando o município no percentil 90 (entre os piores do Brasil). A série histórica é particularmente instável, com oscilações entre 0% (2016) e 75,5% (2023), sugerindo problemas de consistência na medição ou na gestão operacional do sistema de abastecimento, o que exige atenção prioritária dos gestores, já que investir em ampliar cobertura sem controlar perdas compromete a eficiência do serviço.
No saneamento domiciliar, a cobertura de coleta de resíduos caiu para 79,8% em 2022, uma queda de 14,3% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos domiciliares é de apenas 3,4%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (13,0%), no percentil 18 — um resultado positivo que indica gestão relativamente eficaz do descarte, mesmo com a leve retração na coleta.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município caíram para 5.254 tCO₂e em 2024, uma redução expressiva de 67,2% desde 2010, e estão muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 4 — ou seja, entre as menores emissoras do Brasil. As emissões de energia também recuaram fortemente, para 350 tCO₂e (queda de 79,8%), refletindo baixa dependência de fontes emissoras nesse setor. Já as emissões por resíduos, embora modestas em termos absolutos (3.704 tCO₂e, percentil 32), cresceram 16,4% desde 2010 e representam hoje a maior fatia das emissões municipais — um sinal de alerta que dialoga diretamente com a necessidade de aprimorar a gestão de resíduos sólidos, apesar do bom desempenho já registrado no indicador de destino inadequado.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que limita a análise de risco hidroclimático local nesse recorte temporal. Em síntese, Santa Luzia do Norte combina avanços relevantes em cobertura de água e baixo destino inadequado de resíduos com desafios estruturais em perdas hídricas e crescimento das emissões por resíduos, indicando que o foco da gestão pública deve se concentrar na eficiência da rede de abastecimento e no monitoramento contínuo do manejo de resíduos sólidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
59.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
5.254 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.704 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
350 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
