Santa Luzia do ParáPA
21.217 habitantes · IBGE 1506559
Resumo socioambiental
Santa Luzia do Pará apresenta quadro crítico de saneamento básico, com cobertura de água de apenas 9,0% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e do valor do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 1 do país. A série histórica mostra retração persistente desde 2008 (12,0%), com queda acumulada de -25,2%, indicando que o acesso à água tratada não acompanhou o crescimento populacional nem investimentos relevantes. A coleta de esgoto, estagnada em 7,4% desde 2009 (sem dado mais recente no SNIS), também está muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média estadual (19,1%), evidenciando déficit estrutural duplo em água e esgoto.
O indicador de perda de água, embora tenha caído para 23,1% em 2022 (após picos acima de 50% entre 2015 e 2021), ainda representa desperdício significativo em um sistema de cobertura já mínima — o percentil 32 nacional sugere posição relativamente melhor que a maioria dos municípios, mas o dado deve ser interpretado com cautela dada a volatilidade da série. Do lado dos resíduos domiciliares, a coleta chegou a 56,2% em 2022 (alta de 12,7% desde 2010), mas o destino inadequado ainda atinge 33,7% dos domicílios, valor mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima do Pará (23,2%), no percentil 79 — ou seja, entre os piores do país. Essa combinação de baixo saneamento e destinação inadequada de resíduos ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que subiram para 9.112 tCO₂e em 2024 (+50,7% desde 2010), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No campo climático, o município registrou emissões totais negativas de -164.617 tCO₂e em 2024, refletindo forte capacidade de sequestro de carbono (provavelmente ligada a uso da terra e floresta), com percentil 2 nacional — entre os menores emissores líquidos do Brasil. Contudo, as emissões de energia cresceram 68,0% desde 2010, atingindo 13.941 tCO₂e em 2024, e as de resíduos seguem em trajetória ascendente, sinalizando que os ganhos ambientais do município dependem primariamente do setor florestal/uso da terra, e não de gestão eficiente de infraestrutura urbana.
Em síntese, Santa Luzia do Pará combina desempenho ambiental favorável em termos de balanço de carbono com deficiência severa em saneamento básico — água, esgoto e resíduos —, o que representa risco à saúde pública e pressiona negativamente as emissões de resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a avaliação de riscos hidrológicos atuais. Investimentos prioritários em ampliação de rede de água e implantação de coleta de esgoto são recomendados para reverter a trajetória histórica de estagnação e reduzir o déficit em relação ao Brasil e ao próprio Pará.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
8.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
7.4%
2009
Perda de água
SNIS/SINISA
64.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
56.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-164.617 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.112 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.941 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
