Santa LuziaPB
15.387 habitantes · IBGE 2513406
Resumo socioambiental
Santa Luzia/PB apresenta saneamento básico consistentemente acima da média nacional, com destaque para tratamento de esgoto de 100,0% (2022) — muito superior à mediana brasileira de 37,7% e à média estadual de 42,7%, colocando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto também é praticamente universal, com 99,5% (2021), ante mediana nacional de 87,8%. A cobertura de água segue elevada, em 94,9% (2022), frente a apenas 76,5% de mediana nacional, embora tenha recuado levemente (-0,5%) e permaneça abaixo do pico histórico de 95,4% registrado em 2008. Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que atingiu 47,3% (2022) — acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (37,3%), com trajetória de alta desde 2017, quando chegou a apenas 0,3%; essa reversão sugere deterioração da infraestrutura ou falhas de medição que merecem investigação técnica, especialmente considerando que o município opera com apenas 1 ETE.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 61.367 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com forte volatilidade ao longo da série e alta de 44,7% frente a 2010. O dado mais preocupante é o crescimento explosivo das emissões de resíduos, que saltaram de 11.879 tCO₂e (2023) para 28.940 tCO₂e (2024) — variação de +610,2% na série histórica, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 88. Esse salto é incompatível com a alta cobertura de coleta domiciliar (89,3%) e o baixo percentual de destino inadequado de resíduos (10,0%, melhor que a mediana nacional de 14,9%), indicando que o problema pode estar concentrado na gestão final dos resíduos (aterro, disposição ou tratamento) e não na coleta em si — um ponto que demanda auditoria específica.
Do lado energético, o município se destaca positivamente na transição para fontes renováveis: a potência eólica saltou de 32 MW (2020) para 437 MW (2024), variação de +1286,4%, e a potência solar cresceu 212,1% no mesmo período, atingindo 368 MW — ambas acima da mediana nacional e nos percentis 85 e 97, respectivamente. Esse avanço, contudo, ainda coexiste com aumento nas emissões de energia (+51,9% desde 2010), sugerindo que a matriz local ainda combina fontes limpas com fontes emissoras.
Por fim, os registros de eventos hídricos extremos de 2016 chamam atenção: 16 registros de seca e 2 de cheia superam a mediana nacional (zero em ambos os casos), posicionando o município nos percentis 96 e 87, respectivamente. Combinado com a alta perda de água na rede, esse histórico reforça a necessidade de priorizar a resiliência hídrica como eixo de investimento público, mesmo diante dos bons indicadores gerais de saneamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
67.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
78.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
88.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
805 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
368 MW
2024
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
437 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
368 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
61.367 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
28.940 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
42.797 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
