Santa Maria da Boa VistaPE
42.682 habitantes · IBGE 2612604
Resumo socioambiental
Santa Maria da Boa Vista apresenta quadro de saneamento crítico frente aos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 48,4% em 2022, com crescimento de 23% desde 2008, mas ainda muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média de Pernambuco (86,7%), posicionando o município no percentil 18. A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 69,2% (2008) para 51,8% (2022), permanece extremamente elevada — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (43,5%), colocando o município no percentil 86 (pior faixa), o que indica ineficiência operacional significativa mesmo com a expansão recente da rede.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: a coleta caiu de 64,5% (2014) para 50,2% (2021), uma retração de 22,2%, e o tratamento, apesar de picos em 2020-2021, recuou para 13,5% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,7%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, mas muito aquém das 101 unidades médias em Pernambuco. Essa fragilidade se reflete nos dados censitários: 48,5% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos (2022), quase 3,3 vezes a mediana nacional (14,9%), no pior percentil (92) da amostra — evidenciando que a infraestrutura de coleta não acompanhou a redução observada no indicador de destinação inadequada desde 2010 (63,8%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 18,9% desde 2010, para 308.775 tCO₂e em 2024, mas ainda superam a mediana nacional (138.513 tCO₂e), com tendência de alta desde 2019. As emissões de resíduos cresceram 62,9% no período, atingindo 14.864 tCO₂e, mais que o dobro da mediana nacional — coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, que agrava a carga orgânica não tratada. As emissões de energia dobraram (+104,9%), chegando a 35.797 tCO₂e, também acima da mediana nacional, sinalizando pressão crescente do setor energético local.
Do ponto de vista hídrico, o município registrou 19 eventos de seca e 1 de cheia em 2016, com forte incidência de seca frente ao padrão nacional (percentil 99). O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0), embora superior à média estadual (2,9). O conjunto de indicadores aponta para necessidade urgente de investimento em infraestrutura de esgotamento sanitário e redução de perdas na rede de água, dado que ambos os gargalos comprometem tanto a saúde pública quanto o desempenho ambiental do município nos próximos anos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
48.4%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.2%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
13.5%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
51.8%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
50.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
48.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
308.775 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.864 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
35.797 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
19
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
