Santa Maria das BarreirasPA

17.079 habitantes · IBGE 1506583

IA

Resumo socioambiental

Santa Maria das Barreiras apresenta quadro crítico de saneamento básico combinado a uma matriz de emissões atípica para um município de pequeno porte. A cobertura de água chegou a apenas 11,2% em 2022, ainda que com alta de 24,9% no ano, valor muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (55,0%), posicionando o município no percentil 1 do país. A coleta de esgoto atinge 52,4% dos domicílios (percentil 17), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda afeta 45,4% das residências em 2022 — patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e à do Pará (23,2%), embora represente melhora relevante frente aos 69,4% de 2010. A perda de água, por sua vez, recuou de forma expressiva para 23,1% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,5%), o que sugere ganhos operacionais recentes no sistema de distribuição, mesmo diante da baixa cobertura.

No campo climático, o município concentra emissões de GEE muito acima do padrão nacional: 4,81 milhões de tCO₂e em 2024, no percentil 98, refletindo o peso do uso da terra típico da região amazônica, apesar da queda de 71,4% em relação a 2010. As emissões de resíduos, de 7.172 tCO₂e (2024), superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e cresceram 49,3% na série, movimento coerente com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e o alto índice de destinação inadequada de dejetos, que tendem a gerar mais emissões por decomposição orgânica não tratada. Chama atenção também o salto nas emissões de energia, que passaram de 7.838 tCO₂e em 2010 para 106.119 tCO₂e em 2024 (+1.253,9%), acima da mediana nacional e no percentil 82, indicando forte expansão do consumo energético ou de fontes emissoras associadas.

Em síntese, o município combina déficit histórico de infraestrutura sanitária com pressão ambiental elevada, tanto na dimensão de uso da terra quanto na de energia. A melhoria pontual na perda de água e na coleta de esgoto sinaliza avanços recentes, mas o descompasso entre baixa cobertura de água/esgoto e alta geração de emissões de resíduos reforça a necessidade de investimentos coordenados em saneamento para reduzir simultaneamente riscos à saúde pública e a pegada de carbono local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

10.7%

2024

1
16.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

53.3%

2024

14
12.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.4%

2022

17
71.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

45.4%

2022

10
34.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

4.812.028 tCO₂e

2024

2
71.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.172 tCO₂e

2024

45
49.3% no período

Emissões de energia

SEEG

106.119 tCO₂e

2024

18
1253.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.