Santa Maria de ItabiraMG

10.716 habitantes · IBGE 3158003

IA

Resumo socioambiental

Santa Maria de Itabira apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com destaque negativo para a cobertura de água, que caiu de 63,0% em 2008 para 53,3% em 2022 (variação de -15,4%), posicionando o município no percentil 23 nacional — muito abaixo da mediana do país (76,5%) e da média mineira (84,3%). O tratamento de esgoto é inexistente (0,0% desde pelo menos 2013), enquanto a coleta, que já foi universal (100% entre 2013 e 2018), recuou para 85,6% em 2021, ainda assim próxima da mediana nacional (87,8%) e acima da UF (85,0%). Essa ausência total de tratamento, combinada à queda na coleta, indica que praticamente todo o esgoto gerado é despejado sem tratamento, o que representa risco sanitário e ambiental relevante.

A perda de água na distribuição também chama atenção: subiu de 21,1% (2008) para 26,2% (2022), variação de +23,7%, embora o percentil 40 mostre que o município ainda está relativamente melhor posicionado que a mediana nacional (29,9%) e a UF (35,0%). Já o destino inadequado de resíduos domiciliares, apesar de ter melhorado significativamente desde 2010 (de 32,8% para 24,0% em 2022, uma redução de 26,9%), permanece bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), situando o município no percentil 66 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A cobertura de coleta domiciliar (68,2% em 2022) também está abaixo da mediana nacional (76,9%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 235.486 tCO₂e em 2024, alta de 89,4% em relação a 2023, resultado que supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e coloca o município no percentil 64. Esse salto contrasta com a trajetória de queda nas emissões de resíduos, que caíram 0,8% no ano e vêm em tendência de redução desde 2019 (de 5.113 para 4.580 tCO₂e), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia, por sua vez, cresceram 10,6% em 2024, atingindo 22.157 tCO₂e, acima da mediana do país (18.929 tCO₂e), sugerindo que o aumento expressivo do total de emissões está concentrado em outros setores (provavelmente mudança de uso da terra), não capturados pelos indicadores setoriais detalhados aqui.

Em geração de energia renovável local, o município mantém capacidade estável e modesta desde 2010: 2 MW em potência hidráulica (percentil 32) e 360 kW em biomassa (percentil 10, distante da mediana nacional de 5 MW), sem evolução na última década. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, o quadro geral aponta para retrocesso na cobertura de água e ausência de tratamento de esgoto como prioridades urgentes de investimento, enquanto o aumento expressivo das emissões totais de GEE em 2024 merece investigação mais detalhada sobre suas causas, dado que os setores de resíduos e energia, isoladamente, não explicam a magnitude do salto observado.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.6%

2024

22
14.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.3%

2024

55
34.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

27.4%

2024

54
21.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.2%

2022

36
1.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.0%

2022

34
26.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

3 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

32
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

235.486 tCO₂e

2024

36
89.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.580 tCO₂e

2024

61
0.8% no período

Emissões de energia

SEEG

22.157 tCO₂e

2024

47
10.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.