Santa Maria do HervalRS

6.482 habitantes · IBGE 4316956

IA

Resumo socioambiental

Santa Maria do Herval apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços claros no manejo de resíduos sólidos, mas fragilidades estruturais no saneamento de água. A cobertura de água atinge apenas 41,4% dos domicílios em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média gaúcha (86,2%), posicionando o município no percentil 13 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 49,0% em 2024, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e superior à média do RS (39,4%), colocando o município no percentil 82 (pior extremo). Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício sugere problemas relevantes de infraestrutura e gestão do sistema de abastecimento, que merecem atenção prioritária dos gestores.

Em contraste, a gestão de resíduos sólidos mostra desempenho positivo: a coleta domiciliar alcança 92,0% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (82,7%), e a destinação inadequada caiu de 9,4% para 3,4% entre 2010 e 2022, ficando abaixo da mediana do país (14,9%) e próxima da média do RS (4,5%). Esse avanço, no entanto, não impediu o crescimento expressivo das emissões de resíduos, que mais que dobraram no período (+116,7%), atingindo 3.078 tCO₂e em 2024 — ainda assim inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 26.

No campo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 145.440 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 52, com oscilações relevantes ao longo da série (pico de 214.503 tCO₂e em 2021). As emissões de energia cresceram 34,8% desde 2010, chegando a 17.436 tCO₂e, ligeiramente abaixo da mediana nacional. A capacidade de geração hidráulica permanece estagnada em 2 MW desde 2010, um quarto da mediana nacional (10 MW), indicando baixa diversificação energética local. Eventos hidrológicos extremos (uma cheia e uma seca registradas em 2016) reforçam a necessidade de monitoramento contínuo, especialmente diante da fragilidade do sistema de abastecimento de água já identificada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

41.4%

2024

13
42.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

49.0%

2024

18
40.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.0%

2022

82
1.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.4%

2022

82
63.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

25
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

145.440 tCO₂e

2024

48
4.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.078 tCO₂e

2024

74
116.7% no período

Emissões de energia

SEEG

17.436 tCO₂e

2024

52
34.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.