Santa Maria do OestePR
9.985 habitantes · IBGE 4123857
Resumo socioambiental
Santa Maria do Oeste apresenta déficits estruturais de saneamento básico que a colocam entre os municípios mais desfavorecidos do Paraná. A cobertura de água atingiu 50,6% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (96,1%), posicionando o município no percentil 20 do país — apesar de ter avançado significativamente desde 2008 (26,5%). Chama atenção o recuo entre 2021 (53,9%) e 2022 (50,6%), possível sinal de perda de ritmo na expansão da rede. A perda de água na distribuição, de 29,6% em 2022, é praticamente idêntica à média paranaense (29,6%) e ligeiramente superior à mediana nacional (29,9%), mas a trajetória de alta desde 2020 (19,2%) indica deterioração operacional que merece atenção, já que compromete a eficiência dos investimentos em ampliação de cobertura.
O quadro de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Apenas 48,8% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), contra mediana nacional de 76,9% e 90,0% no Paraná — percentil 14, um dos piores do país. Consequentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 44,2% dos domicílios, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e oito vezes o valor médio do estado (5,6%), colocando o município no percentil 89 (entre os piores). Embora tenha havido melhora expressiva desde 2010 (63,4%), o ritmo é insuficiente diante do padrão estadual, e essa lacuna de infraestrutura básica dialoga diretamente com o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram 45,5% entre 2010 e 2024, chegando a 7.265 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou queda expressiva, de 197.505 tCO₂e (2022) para 88.265 tCO₂e em 2024 (-69,1% desde 2010), ficando abaixo do percentil 36 nacional, o que sugere posição relativamente favorável frente a outros municípios. Contudo, essa redução contrasta com o crescimento acelerado das emissões de energia, que mais que dobraram no período (+113,4%), atingindo 14.754 tCO₂e em 2024, ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A capacidade instalada de geração hidráulica permanece estagnada em 20 kW desde 2010, valor irrisório frente à mediana nacional de 10 MW, evidenciando ausência de diversificação na matriz energética local.
Em termos de eventos hidrológicos, os registros de 2016 indicam ausência de cheias e apenas uma ocorrência de seca, dados pontuais que não permitem inferências robustas sobre tendências climáticas recentes. De modo geral, o dossiê aponta que os principais desafios de Santa Maria do Oeste estão concentrados no saneamento básico — especialmente esgotamento sanitário —, área que exige investimento prioritário para reduzir passivos ambientais e sociais, ainda que o desempenho em emissões totais de GEE seja comparativamente positivo frente ao cenário nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
44.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
20 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
20 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
88.265 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.265 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.754 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
