Santa Maria do SaltoMG
4.803 habitantes · IBGE 3158102
Resumo socioambiental
Santa Maria do Salto/MG apresenta quadro socioambiental frágil, com destaque crítico para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 74,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 47. Mais grave é a perda de água, que saltou para 35,5% em 2022 — alta de 98,3% frente a 2021 —, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a mineira (35,0%), sinalizando ineficiência operacional na rede que compromete a própria expansão da cobertura.
O esgotamento sanitário revela contradição relevante: a coleta chegou a 87,0% em 2021, próxima da mediana nacional (87,8%) e acima da UF (85,0%), mas o tratamento é 0,0% desde 2012, enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a mineira de 44,5% (percentil 25). Ou seja, o município coleta esgoto em nível satisfatório, mas descarta todo o volume sem tratamento, o que representa passivo ambiental significativo para os corpos hídricos locais. Esse quadro se conecta ao indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que apesar de ter recuado de 28,1% (2010) para 24,5% (2022), ainda é bem superior à mediana nacional (14,9%) e à mineira (7,4%), colocando o município no percentil 67 — entre os piores do país nesse quesito.
Em contrapartida, o desempenho em emissões de GEE é comparativamente favorável. O total passou de 154.577 tCO₂e (2021) para 60.324 tCO₂e em 2024, queda de 46,5% no período recente, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 26. As emissões de resíduos, embora em leve alta (+5,0%, para 2.357 tCO₂e em 2024), permanecem bem inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e), resultado coerente com o pequeno porte populacional do município. Já as emissões de energia cresceram 32,7% no último ano, para 2.185 tCO₂e, tendência a monitorar, ainda que distante da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, o município exige atenção prioritária para dois pontos: a universalização do tratamento de esgoto — hoje inexistente — e o combate às perdas físicas de água, que se agravaram substancialmente em 2022. A ausência de tratamento de esgoto, combinada ao problema de perdas na distribuição, sugere necessidade de investimento estrutural na gestão do saneamento, enquanto o perfil de emissões, relativamente controlado, indica que os desafios ambientais do município estão concentrados na infraestrutura hídrica e sanitária, não na matriz de carbono.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
64.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
14.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
60.324 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.357 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.185 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
