Santa Maria do TocantinsTO

2.726 habitantes · IBGE 1718881

IA

Resumo socioambiental

Santa Maria do Tocantins apresenta quadro socioambiental frágil, com destaque para as elevadas emissões de gases de efeito estufa, que atingiram 1.356.967 tCO₂e em 2024, alta de 114,1% desde 2010 e posicionando o município no percentil 92 nacional — ou seja, entre os que mais emitem no país, patamar muito superior à mediana nacional de 138.513 tCO₂e. Esse resultado é impulsionado majoritariamente por fontes fora de energia e resíduos, já que as emissões energéticas (12.625 tCO₂e em 2024) e de resíduos (1.452 tCO₂e em 2024) são comparativamente baixas, situando o município nos percentis 41 e 5, respectivamente, sugerindo forte peso de uso da terra e agropecuária na matriz de emissões local.

No saneamento básico, os indicadores são preocupantes. A cobertura de água é de apenas 58,6% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (84,2%), colocando o município no percentil 30. A perda de água, embora tenha caído 13% no último ano, chegou a 36,1% em 2024, superior à mediana nacional (29,1%) e à média do Tocantins (30,8%), indicando ineficiência na distribuição que compromete ainda mais a já limitada oferta do serviço.

O esgotamento sanitário reforça esse cenário desfavorável: apenas 68,1% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (79,1%), enquanto 30,8% dos domicílios ainda têm destino inadequado de esgoto — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (14,9%), no percentil 75, um dos piores indicadores do dossiê. Essa deficiência de infraestrutura sanitária, associada a emissões relativamente baixas do setor de resíduos, sugere que o esgoto inadequado pode não estar sendo contabilizado como fonte relevante de emissões, mas representa risco direto à saúde pública e aos recursos hídricos locais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a série é limitada a esse único ano, o que impede avaliação de tendência climática extrema. Em síntese, o município combina alta pressão de emissões territoriais com deficit estrutural de saneamento, exigindo investimentos prioritários em ampliação e eficiência do abastecimento de água, expansão da coleta de esgoto e ações de mitigação vinculadas ao uso do solo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.6%

2024

30
1.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.1%

2024

35
13.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.1%

2022

36
10.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.8%

2022

25
19.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.356.967 tCO₂e

2024

8
114.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.452 tCO₂e

2024

95
18.8% no período

Emissões de energia

SEEG

12.625 tCO₂e

2024

59
456.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.