Santa MariaRN
4.992 habitantes · IBGE 2409332
Resumo socioambiental
Santa Maria/RN apresenta quadro socioambiental crítico no eixo de saneamento básico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário. A coleta de esgoto atingiu apenas 12,3% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo do patamar estadual (42,3%), posicionando o município no percentil 7 do país. O tratamento de esgoto é inexistente, com 0,0% em 2022, enquanto a mediana nacional é de 37,7%. A cobertura de água, de 65,8% em 2022, também está aquém da mediana nacional (76,5%) e do RN (79,8%), e a série histórica mostra oscilação relevante, com pico de 80,2% em 2018 seguido de recuo. A perda de água, de 40,8%, é superior à mediana nacional (29,9%), embora abaixo do índice estadual (46,1%), indicando ineficiência na distribuição que penaliza a eficácia do sistema mesmo diante de cobertura já limitada.
No manejo de resíduos sólidos, o percentual de domicílios com coleta avançou para 79,5% em 2022 (+11,3 pontos desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%), mas ainda distante do RN (86,4%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 20,3% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e do estado (9,3%), embora com queda expressiva de 29% desde 2010. Essa combinação — coleta em expansão, mas destinação final ainda deficiente — ajuda a explicar por que as emissões de resíduos (3.084 tCO₂e em 2024) cresceram 19,1% desde 2010, mesmo sendo inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município somaram 54.932 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com alta acumulada de 51,5% desde 2010. O destaque é o setor energético, cujas emissões saltaram 351,8% no período, chegando a 29.129 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e já respondendo pela maior parcela do total municipal. A capacidade instalada de biomassa, estagnada em 1 MW desde 2013, é modesta frente à mediana nacional (5 MW), sugerindo baixo avanço em fontes renováveis locais compatível com o crescimento das emissões energéticas.
Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 12 ocorrências de seca em 2016 (percentil 90 nacional), sinalizando vulnerabilidade hídrica que se soma às fragilidades de infraestrutura de água e esgoto. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade prioritária de investimentos em tratamento de esgoto e ampliação da coleta, dado que a ausência quase total desses serviços eleva riscos sanitários e ambientais, ao mesmo tempo em que o crescimento das emissões de energia demanda atenção para a transição a fontes renováveis no médio prazo.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
65.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
24.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
66.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
55.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
54.932 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.084 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
29.129 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
