Santa QuitériaCE

41.647 habitantes · IBGE 2312205

IA

Resumo socioambiental

Santa Quitéria/CE apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento e emissões. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média cearense (40,3%), colocando o município no percentil 74 do país. Entretanto, esse avanço é neutralizado pela ausência total de tratamento: 0,0% do esgoto coletado recebe tratamento (2021), contra mediana nacional de 100,0% e UF de 92,0% — ou seja, todo o esgoto captado é despejado sem tratamento algum, o que representa um risco sanitário e ambiental relevante e explica em parte a pressão sobre as emissões de resíduos.

O abastecimento de água mostra recuperação recente, com cobertura de 63,8% em 2022 (percentil 35 nacional), após um salto expressivo frente aos ~39% observados entre 2019 e 2021, mas ainda abaixo da mediana do país (76,5%) e da média estadual (69,9%). A perda de água, embora tenha caído de patamares históricos elevados, ainda está em 36,6% (2022), acima da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional na distribuição que compromete parte do ganho de cobertura obtido.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 549.881 tCO₂e em 2024, quase estáveis frente a 2023 (+0,3%), mas em patamar muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 81. As emissões de resíduos, com 27.672 tCO₂e em 2024, cresceram 76,8% desde 2010 e estão no percentil 88 nacional — trajetória coerente com a falta de tratamento de esgoto e sugerindo que a gestão de resíduos sólidos e líquidos é o principal vetor de pressão ambiental do município. As emissões de energia, embora menores em volume (37.989 tCO₂e, percentil 64), também cresceram 18,6% na década, reforçando a necessidade de políticas integradas de eficiência energética e gestão de resíduos.

Em síntese, Santa Quitéria avançou na universalização da coleta de esgoto e na recuperação da cobertura de água, mas esses ganhos são parcialmente anulados pela ausência de tratamento de esgoto e por perdas de água acima da média nacional, refletindo-se em emissões de resíduos crescentes e acima do padrão brasileiro. Prioridades para gestores incluem investimento urgente em estação de tratamento de esgoto e redução de perdas na rede de distribuição, medidas que tenderiam a reduzir simultaneamente o passivo sanitário e a pegada de carbono do município.

Gerado em 08/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.3%

2024

39
64.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

122.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

28.0%

2024

53
67.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.3%

2022

20
29.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.1%

2022

23
44.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

549.881 tCO₂e

2024

19
0.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

27.672 tCO₂e

2024

12
76.8% no período

Emissões de energia

SEEG

37.989 tCO₂e

2024

36
18.6% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

22

2016

0
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 08/07/2026.