Santa Quitéria do MaranhãoMA
24.489 habitantes · IBGE 2110104
Resumo socioambiental
Santa Quitéria do Maranhão apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 37,3% em 2024, contra mediana nacional de 73,2% e média estadual de 53,5% (percentil 10), apesar de crescimento de 44,9% desde 2010. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 70,6% em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e superior à média do Maranhão (57,3%), posicionando o município no percentil 95, ou seja, entre os piores do país. Essa combinação de baixa cobertura e alto desperdício indica ineficiência operacional crítica no sistema de abastecimento.
O quadro de esgotamento sanitário é igualmente crítico. Apenas 33,0% dos domicílios têm coleta de esgoto (Censo 2022), bem abaixo da mediana nacional de 76,9%, enquanto 54,6% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%), no percentil 95. O município conta com apenas uma ETE (2020), no mesmo patamar da mediana nacional, mas muito aquém da capacidade média estadual (14 unidades). Essa carência de tratamento se reflete no aumento de 34,8% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, atingindo 8.821 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que a gestão inadequada de dejetos e resíduos tem custo ambiental crescente.
As emissões totais de GEE somaram 1.017.797 tCO₂e em 2024, com queda de 23,7% desde 2010, mas ainda no percentil 90 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora irrisórias frente ao total estadual. Chama atenção o salto de 224,8% nas emissões de energia desde 2010, chegando a 47.734 tCO₂e em 2024, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que sugere expansão do consumo energético sem contrapartida em eficiência ou fontes limpas.
Eventos hidrológicos extremos também impactam o município: 2 registros de cheia e 2 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), sinalizando vulnerabilidade climática que se soma à fragilidade da infraestrutura hídrica. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em redução de perdas de água, ampliação da rede de esgotamento sanitário e tratamento de resíduos, áreas onde o município apresenta os maiores gargalos relativos ao cenário nacional e estadual.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
70.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
33.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
54.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.017.797 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.821 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
47.734 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
