Santa RitaMA

38.446 habitantes · IBGE 2110203

IA

Resumo socioambiental

Santa Rita/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com cobertura de água de 0,0% em 2024, resultado de um colapso abrupto a partir de 2023 (variação de -100% frente à série histórica, que oscilava entre 35% e 41% desde 2010). Esse valor coloca o município no percentil 1 nacional, muito distante da mediana do Brasil (73,2%) e da própria média estadual do Maranhão (53,5%), configurando situação de exceção que demanda investigação e ação emergencial. A perda de água, embora tenha recuado para 40,0% em 2024 (-42,3% em relação a 2023), ainda supera a mediana nacional (29,1%), embora fique abaixo do índice médio do estado (57,3%, percentil 72), indicando ineficiência operacional persistente mesmo em contexto de rede praticamente inoperante.

No esgotamento sanitário, a situação também é preocupante: apenas 47,4% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (65,5%), posicionando o município no percentil 13. Como reflexo direto, o destino inadequado de dejetos atinge 42,9% dos domicílios, quase o triplo da mediana do país (14,9%) e acima da média do Maranhão (29,4%), colocando Santa Rita no percentil 88 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa deficiência sanitária se conecta ao aumento das emissões de resíduos, que somaram 14.934 tCO₂e em 2024, alta de 86,9% desde 2010 e bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sinalizando que a gestão inadequada de efluentes e resíduos sólidos tem custo ambiental crescente.

As emissões totais de GEE do município saltaram para 997.520 tCO₂e em 2024, variação de +1.951,2% desde 2010, embora a série mostre grande volatilidade, com pico em 2015 (2,39 milhões tCO₂e) e sucessivas oscilações. O valor atual supera amplamente a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Santa Rita no percentil 90 do país — entre os municípios mais emissores, ainda que muito aquém do total estadual. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada (55.923 tCO₂e, +155,3%), reforçando a tendência de aumento da pegada de carbono local, provavelmente associada a mudanças no uso do solo e expansão de atividades produtivas.

Os registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis (2016) mostram 1 ocorrência de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), situando o município nos percentis 76 e 72, respectivamente. Combinados com a fragilidade da infraestrutura de água e esgoto, esses eventos climáticos extremos ampliam a vulnerabilidade da população local, reforçando a urgência de investimentos em saneamento, monitoramento hídrico e mitigação de emissões para reverter a trajetória de deterioração ambiental observada na última década.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.0%

2024

28
42.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.4%

2022

13
51.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

42.9%

2022

12
37.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

997.520 tCO₂e

2024

10
1951.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.934 tCO₂e

2024

23
86.9% no período

Emissões de energia

SEEG

55.923 tCO₂e

2024

28
155.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.