Santa Rosa de LimaSC

2.128 habitantes · IBGE 4215604

IA

Resumo socioambiental

Santa Rosa de Lima apresenta um quadro de saneamento básico crítico quando comparado ao restante do país. A cobertura de água atingiu 33,2% em 2024, muito abaixo da mediana nacional de 73,2% e do valor catarinense de 86,8%, posicionando o município no percentil 8 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção a queda recente: após atingir 37,4% em 2023, o indicador recuou para 33,2% em 2024, revertendo parte do ganho acumulado desde 2010 (29,1%). A perda de água na distribuição, por sua vez, saltou de 9,1% em 2023 para 30,6% em 2024, valor próximo à mediana nacional (29,1%) mas que representa forte deterioração operacional em apenas um ano, sugerindo possível falha na rede ou na medição que merece investigação técnica imediata.

Na gestão de resíduos, o quadro é mais favorável em termos absolutos, mas com sinais de retrocesso. A coleta domiciliar caiu de 74,7% (2010) para 69,6% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do valor de SC (89,7%), colocando o município no percentil 38. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos caiu expressivamente, de 25,3% para 6,9% no mesmo período, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão catarinense (3,2%). Essa melhora no destino final, porém, não impediu o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 528 para 757 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+43,3%) — um paradoxo que indica aumento da geração de resíduos per capita mesmo com destinação mais adequada.

O desempenho ambiental mais positivo do município está nas emissões totais de GEE, que caíram de 134.436 tCO₂e (2010) para 33.893 tCO₂e (2024), uma redução de 74,8%, ficando bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 13. As emissões de energia permanecem estáveis e baixas (4.769 tCO₂e em 2024, percentil 20), favorecidas pela capacidade instalada de geração hidráulica de 18 MW, acima da mediana nacional (10 MW). Já os registros de eventos extremos (3 cheias em 2016) posicionam o município no percentil 93 nacional, indicando vulnerabilidade hídrica relevante que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e drenagem.

Em síntese, o município combina bom desempenho climático-energético com déficit estrutural grave em saneamento básico, especialmente no abastecimento de água. A queda simultânea na cobertura de água e o salto nas perdas em 2024 são os pontos mais críticos para ação imediata da gestão local, sobretudo diante do histórico de eventos de cheia que aumentam a pressão sobre a infraestrutura hídrica existente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

33.2%

2024

8
14.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.6%

2024

46
15.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.6%

2022

38
6.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.9%

2022

69
72.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

18 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

18 MW

2024

62
348.2% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

33.893 tCO₂e

2024

87
74.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

757 tCO₂e

2024

99
43.3% no período

Emissões de energia

SEEG

4.769 tCO₂e

2024

80
9.8% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.