Santa Rosa do SulSC
10.288 habitantes · IBGE 4215653
Resumo socioambiental
Santa Rosa do Sul apresenta quadro socioambiental misto, com bons indicadores de saneamento domiciliar e desempenho preocupante em emissões e cobertura de água. A cobertura de água caiu para 60,6% em 2022, revertendo um período de quase universalização registrado entre 2015 e 2017 (acima de 97%), e hoje posiciona o município no percentil 31 nacional, abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e bem distante da média catarinense (90,1%). Em contrapartida, a perda de água é baixa (3,1% em 2022), muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à mediana estadual (34,6%), colocando o município entre os melhores do país nesse quesito (percentil 3) — o que sugere que o problema não é a eficiência da rede, mas a expansão insuficiente do atendimento.
O saneamento básico domiciliar é um ponto forte: 94,0% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), e o destino inadequado de resíduos caiu de 7,4% (2010) para apenas 2,0% (2022), abaixo da mediana brasileira (14,9%), embora ainda levemente acima da referência catarinense (3,2%). Essa gestão relativamente eficiente de resíduos, contudo, não impede o crescimento das emissões do setor, que passaram de 2.177 tCO₂e (2010) para 3.653 tCO₂e (2024), alta de 67,8%, ainda assim abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
As emissões totais de GEE somaram 98.523 tCO₂e em 2024, com aumento de 44,8% desde 2010, mas o valor está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 40. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram para 48.522 tCO₂e (2024, +66,1% desde 2010), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e colocando o município no percentil 69 — indicando que o consumo energético é hoje o principal vetor de pressão climática local, e não os resíduos ou o saneamento.
Quanto a eventos hídricos, o único registro disponível (2016) aponta 7 ocorrências de cheia, situando o município no percentil 99 nacional para esse indicador, e 1 registro de seca (percentil 59), sinalizando vulnerabilidade a eventos extremos que merece monitoramento contínuo. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,702), sugerindo perspectiva favorável a longo prazo, desde que os investimentos em expansão da rede de água sejam retomados para reverter a queda de cobertura observada na última década.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
56.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
5.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
98.523 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.653 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
48.522 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
7
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
