Santa RosaRS
79.395 habitantes · IBGE 4317202
Resumo socioambiental
Santa Rosa/RS apresenta um quadro de saneamento básico com sinais de retrocesso na área de água, mesmo mantendo posição intermediária no cenário nacional. A cobertura de água caiu para 84,5% em 2022, recuo de -8,5% frente aos anos anteriores e abaixo dos 88,0% registrados de 2016 a 2021, ainda assim acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média da UF (88,1%). Mais preocupante é a perda de água, que atingiu 42,5% em 2022 — pior valor da série histórica e bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), colocando o município no percentil 75 (quanto maior, pior). Essa combinação de queda na cobertura com aumento das perdas sugere problemas de gestão operacional da rede, que merecem atenção prioritária dos gestores.
No esgotamento sanitário, o município mostra evolução positiva, porém ainda distante do padrão nacional. A coleta de esgoto saltou de 15,3% em 2007 para 39,9% em 2021 (+159,9%), e o tratamento avançou para 30,8% em 2022 (+49,8%), equiparando-se exatamente à média da UF, embora abaixo da mediana nacional (37,7%). O investimento em infraestrutura é evidenciado pelas 5 ETEs registradas em 2020, número que coloca Santa Rosa no percentil 96 nacional — um diferencial relevante frente à maioria dos municípios brasileiros, que possuem apenas 1 ETE. Já em resíduos sólidos, o desempenho é mais consistente: o destino inadequado caiu para 1,8% dos domicílios em 2022 (-59,6% desde 2010), taxa muito inferior à mediana nacional (14,9%) e à média da UF (4,5%), refletindo boa gestão da coleta domiciliar (86,0% de cobertura, percentil 69).
O panorama de emissões de gases de efeito estufa é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais atingiram 409.447 tCO₂e em 2024, alta de 21,7% desde 2010, posicionando o município no percentil 77 nacional. As emissões de energia cresceram 37,6% no período, para 239.194 tCO₂e, enquanto as emissões de resíduos aumentaram 38,4%, chegando a 37.923 tCO₂e — percentil 91, muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse crescimento nas emissões de resíduos contrasta com a melhoria observada na destinação inadequada de domicílios, sugerindo que o problema não está na cobertura da coleta, mas possivelmente no tratamento e disposição final dos resíduos captados.
Na matriz energética renovável, Santa Rosa mantém participação modesta: a potência solar estagnou em 750 kW desde 2024 (percentil 47), a biomassa soma 4 MW (percentil 42) e a hidráulica, embora tenha crescido 50% desde 2010, totaliza apenas 3 MW (percentil 37, indicador de menor porte relativo). Some-se a isso o histórico de eventos climáticos extremos registrados em 2016 — 3 ocorrências de cheia (percentil 93) e 5 de seca (percentil 76) —, o que reforça a necessidade de políticas integradas de adaptação climática e de expansão da geração renovável
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
35.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
32.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
5
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
43.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
409.447 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
37.923 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
239.194 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
