Santa SaleteSP

1.686 habitantes · IBGE 3547650

IA

Resumo socioambiental

Santa Salete apresenta saneamento consideravelmente acima da média nacional, com destaque para coleta de esgoto de 100,0% (2021) e tratamento de esgoto também em 100,0% (2022), ambos muito superiores às medianas nacionais de 87,8% e 37,7%, respectivamente, e acima até da média do estado de São Paulo (94,6% e 69,6%). Esse desempenho é sustentado por apenas 1 ETE em operação no município, patamar igual à mediana nacional (1 unidade), mas evidentemente suficiente para atender a pequena população local (~1.686 habitantes). A perda de água, de 16,4% em 2022, embora tenha piorado frente aos anos anteriores (mínima de 9,4% em 2015), ainda está bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), posicionando o município no percentil 16 — ou seja, entre os melhores do país nesse quesito.

Já a cobertura de água tratada mostra um recuo relevante: caiu de 91,7% em 2021 para 69,5% em 2022, revertendo uma trajetória de crescimento consistente desde 2015. Esse valor ficou abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média paulista (95,2%), posicionando o município no percentil 41. Esse retrocesso pontual merece atenção dos gestores, especialmente porque contrasta com a evolução positiva dos domicílios com coleta de resíduos, que passou de 76,4% (2010) para 82,7% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e com a redução do destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu de 23,6% para 9,0% no mesmo período — ainda assim, acima da média estadual, que é de apenas 1,0%.

No âmbito das emissões de gases de efeito estufa, o município mantém números muito baixos em comparação ao Brasil: as emissões totais somaram 31.358 tCO₂e em 2024, com queda de 7,0% em relação a 2010, ficando muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 12. As emissões de energia caíram significativamente (-30,5%, para 1.492 tCO₂e), refletindo possível eficiência energética ou redução de atividades intensivas, enquanto as emissões de resíduos cresceram moderadamente (+7,6%, para 952 tCO₂e), acompanhando a maior cobertura de coleta domiciliar — um efeito colateral esperado quando mais resíduos são formalmente coletados e tratados.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (ambos zero em 2016), o que não permite inferências sobre risco hidroclimático a partir dessa base. Em síntese, Santa Salete é um caso positivo em saneamento e baixas emissões relativas, mas a queda abrupta na cobertura de água em 2022 é um ponto de atenção que merece investigação e resposta rápida da gestão local, para evitar reversão dos ganhos históricos observados na década anterior.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.1%

2024

69
36.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

82.3%

2024

72
17.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

32.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

16.3%

2024

84
7.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.7%

2022

61
8.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.0%

2022

64
62.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

31.358 tCO₂e

2024

88
7.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

952 tCO₂e

2024

99
7.6% no período

Emissões de energia

SEEG

1.492 tCO₂e

2024

96
30.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.