Santa TeresaES
23.796 habitantes · IBGE 3204609
Resumo socioambiental
Santa Teresa/ES apresenta quadro de saneamento básico frágil e aquém dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 46,5% dos domicílios em 2022, com queda de 11,3% desde 2008, posicionando o município no percentil 17 nacional — muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e do próprio Espírito Santo (83,5%). A coleta de esgoto, embora tenha crescido 23,2% na série histórica, alcança 64,7% em 2021, ainda inferior à mediana nacional (87,8%), mas superior à média estadual (69,8%). Chama atenção a perda de água de 29,7% em 2022, no mesmo patamar da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional que compromete a própria cobertura já deficitária.
O tratamento de esgoto é o ponto positivo do saneamento local: 53,1% em 2022, acima da mediana nacional (37,7%) e estadual (44,6%), situando o município no percentil 59. Contudo, esse desempenho depende de uma única ETE (2020), o que sugere baixa redundância operacional e risco de descontinuidade caso a estação enfrente falhas. Essa combinação — boa taxa de tratamento sobre baixa coleta — indica que o esgoto tratado atende a uma fração ainda pequena da população total, com múltiplos domicílios permanecendo sem qualquer coleta.
Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram expressivamente para 87.100 tCO₂e em 2024, recuo de 50,8% frente a 2010, colocando o município no percentil 36 (abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e). Entretanto, essa redução não se estende a todos os setores: as emissões de resíduos subiram 35,9% desde 2010, atingindo 12.881 tCO₂e em 2024, no percentil 73 — bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse crescimento é coerente com a insuficiência do saneamento: baixa cobertura de água e esgoto tende a pressionar a gestão de resíduos sólidos e efluentes, ampliando a pegada de metano associada. As emissões de energia também cresceram (+6,0%, para 42.615 tCO₂e), reforçando que o ganho ambiental recente concentra-se em outros setores (provavelmente mudança de uso da terra), não estrutural.
Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, ambos no percentil elevado (93 e 64, respectivamente) frente à mediana nacional de zero registros, sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica. A estagnação da potência hidráulica instalada em 440 kW desde 2010 (percentil 9) mostra ausência de expansão da matriz energética local, um fator a considerar no planejamento de resiliência e diversificação energética do município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
45.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
29.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
54.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
440 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
440 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
87.100 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.881 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
42.615 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
