Santa TerezaRS
1.531 habitantes · IBGE 4317251
Resumo socioambiental
Santa Tereza/RS apresenta um quadro socioambiental de fortes contrastes: excelência no abastecimento de água convive com grave deficiência no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 97,8% em 2024, muito acima da mediana nacional (73,2%) e da média do RS (86,2%), posicionando o município no percentil 91 do país. A perda de água caiu para 6,5% em 2024 — o menor valor da série e um patamar bastante inferior à mediana nacional (29,1%) e à média gaúcha (39,4%), refletindo boa gestão operacional da rede, embora a variação histórica extremamente elevada (+65.300%) revele oscilações relevantes desde 2014.
O cenário se inverte no esgotamento sanitário: a coleta de esgoto recuou para apenas 10,1% em 2024, com queda acumulada de -89,9% desde níveis de 100% observados até 2017. O tratamento de esgoto acompanha essa deterioração, com apenas 7,9% em 2024 (-84,7% na série), abaixo da mediana nacional (33,3%) e da média estadual (30,1%), colocando o município no percentil 9 nacional em coleta e 32 em tratamento. Esse déficit estrutural é parcialmente atenuado pelos dados censitários do IBGE: 90,5% dos domicílios têm coleta de resíduos sólidos (2022) e apenas 2,0% apresentam destino inadequado, indicadores superiores à mediana nacional, sugerindo que a gestão de resíduos domiciliares é mais eficaz que a gestão de esgoto.
Em emissões de GEE, o município registrou 101.452 tCO₂e em 2024, um salto de +131,8% em relação ao ano anterior, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos (2.252 tCO₂e) e de energia (1.039 tCO₂e) permanecem estáveis e bem inferiores às medianas nacionais, indicando que o aumento expressivo de 2024 decorre de outros setores não detalhados no dossiê, possivelmente agropecuária ou mudança de uso da terra.
Os registros históricos da ANA (2016) indicam ocorrência de eventos de cheia (3) e seca (2) no município, colocando-o em percentis elevados de risco hidrológico frente ao Brasil (93 e 64, respectivamente). Diante desse conjunto, prioriza-se a retomada de investimentos em coleta e tratamento de esgoto, área crítica que contrasta com o desempenho positivo em água e resíduos sólidos, sob risco de comprometer os ganhos ambientais já consolidados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
10.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
7.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
6.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
101.452 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.252 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.039 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
