Santa Terezinha de GoiásGO
10.818 habitantes · IBGE 5219704
Resumo socioambiental
Santa Terezinha de Goiás apresenta quadro socioambiental abaixo da média nacional em saneamento, com sinais de deterioração recente no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 59,8% em 2022, valor inferior à mediana nacional (76,5%) e muito aquém da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 30. Chama atenção a trajetória irregular da série: após atingir pico de 84,7% em 2020, a cobertura recuou para 75,2% em 2021 e caiu ainda mais para 59,8% em 2022, sugerindo perda de infraestrutura ou descontinuidade operacional. Paralelamente, a perda de água na distribuição chegou a 31,1% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e do índice estadual (27,8%), indicando ineficiência na rede que provavelmente contribui para a queda de cobertura observada no mesmo período.
No manejo de resíduos sólidos, o município está em situação intermediária: a coleta domiciliar alcança 77,8% dos domicílios (2022), ligeiramente acima da mediana nacional (76,9%), mas distante do padrão estadual (89,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 20,9% dos domicílios, taxa bem superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima da média goiana (5,5%), embora tenha recuado 16,1% desde 2010. Essa lacuna entre coleta razoável e destinação inadequada elevada sugere que parte dos resíduos coletados não segue para disposição ambientalmente correta, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora tenham caído 6,1% desde 2010, ainda mantêm padrão recorrente ao redor de 5.000 tCO₂e/ano.
O perfil de emissões de GEE é o ponto mais crítico do dossiê: o total de 467.047 tCO₂e em 2024 representa alta de 16,3% desde 2010 e coloca o município no percentil 79 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram de 5.922 tCO₂e (2010) para 47.807 tCO₂e (2024) — crescimento de 707,3% —, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e indicando expansão acelerada de fontes emissoras energéticas, possivelmente ligada a uso de combustíveis fósseis ou geração termelétrica local.
Não há registros de eventos extremos (cheias ou secas) reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna de monitoramento. Em síntese, Santa Terezinha de Goiás enfrenta desafio duplo: recuperar a cobertura e eficiência do sistema de água, hoje abaixo do padrão nacional e estadual, e conter o crescimento acelerado das emissões de energia, que tem elevado o perfil de emissões do município a patamares significativamente superiores à média brasileira.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
467.047 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.345 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
47.807 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
