Santa Terezinha de ItaipuPR

25.055 habitantes · IBGE 4124053

IA

Resumo socioambiental

Santa Terezinha de Itaipu apresenta desempenho consistentemente superior à média nacional em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana brasileira de 76,5% e do próprio Paraná (96,1%), colocando o município no percentil 93. A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional), resultado de uma evolução expressiva desde 2007, quando o índice era de apenas 5,5%. O tratamento de esgoto acompanhou essa trajetória, chegando a 86,5% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e superior à média estadual (78,7%) —, embora sustentado por uma única ETE registrada em 2020, o que sinaliza baixa redundância operacional do sistema.

A perda de água na distribuição, de 19,0% em 2022, é favorável e vem em trajetória de queda desde 2013 (28,5%), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média do Paraná (29,6%). Esse ganho de eficiência operacional é coerente com o avanço simultâneo da cobertura de esgoto e tratamento, indicando investimentos consistentes em infraestrutura hídrica ao longo da última década. No âmbito domiciliar, a destinação inadequada de resíduos caiu para 3,9% em 2022 (ante 6,0% em 2010), bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ligeiramente acima da média paranaense (5,6%).

Por outro lado, o quadro de emissões de GEE é preocupante. O total municipal atingiu 168.460 tCO₂e em 2024, alta de 42,5% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 56. O setor de energia é o principal responsável por esse crescimento, com emissões saltando de 66.691 para 115.874 tCO₂e (+73,7%), percentil 83 — um contraste importante frente aos ganhos em saneamento, sugerindo que a matriz energética local não acompanhou a mesma trajetória de eficiência observada na água e esgoto. As emissões de resíduos, embora de menor magnitude absoluta, também cresceram (+19,9%, para 10.748 tCO₂e), acima da mediana nacional, e merecem atenção conjunta com a gestão de destinação inadequada de domicílios, ainda que esta última esteja em queda.

Em síntese, o município exibe um padrão dual: infraestrutura de saneamento robusta e evolutiva, com indicadores de água e esgoto entre os melhores do país, mas pressão crescente nas emissões de GEE, sobretudo energéticas, que demandam atenção dos gestores para equilibrar o desenvolvimento econômico com metas de descarbonização, sem comprometer os ganhos ambientais já consolidados em saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.6%

2024

80
3.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

90.9%

2024

84
326.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

86.4%

2024

90
165.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.6%

2024

74
18.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.8%

2022

87
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.9%

2022

79
34.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

168.460 tCO₂e

2024

44
42.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.748 tCO₂e

2024

32
19.9% no período

Emissões de energia

SEEG

115.874 tCO₂e

2024

17
73.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.