Santa TerezinhaMT

7.720 habitantes · IBGE 5107776

IA

Resumo socioambiental

Santa Terezinha/MT apresenta quadro crítico de saneamento básico associado a um perfil de emissões de gases de efeito estufa extremamente elevado para os padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 45,4% (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (87,2%), posicionando o município no percentil 16 do país. A coleta de resíduos domiciliares também é insuficiente, cobrindo 45,9% dos domicílios em 2022 — com queda de 6,0% desde 2010 —, o que se reflete diretamente no indicador de destinação inadequada de resíduos, que chega a 53,5% dos domicílios, quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e o pior resultado relativo do estado, colocando o município no percentil 95 (entre os piores do Brasil).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 6.147.695 tCO₂e em 2024, valor 71,6% superior a 2010 e que coloca Santa Terezinha no percentil 99 nacional — ou seja, entre os municípios com maior volume de emissões do país, refletindo provavelmente o peso do setor agropecuário e de mudança de uso da terra típico da região mato-grossense. As emissões de energia tiveram salto expressivo, de 6.620 tCO₂e (2021) para 39.322 tCO₂e em 2024, alta de 1.060% desde 2010, indicando forte expansão do consumo energético local, ainda que o volume absoluto permaneça modesto frente ao total de emissões do município. As emissões de resíduos, por sua vez, somaram 2.968 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a baixa cobertura de coleta — menos resíduos coletados formalmente implica menor emissão contabilizada nesse setor, mas às custas do descarte inadequado observado no indicador censitário.

A perda de água na distribuição, embora alta em termos absolutos (28,3% em 2022), está ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) e bem abaixo da média estadual (40,5%), sendo o único indicador de saneamento em que o município não está em desvantagem relativa. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, mas a ausência de série histórica mais recente limita conclusões sobre risco hidroclimático atual.

Em síntese, Santa Terezinha combina infraestrutura de saneamento muito aquém do padrão nacional e estadual — com destaque negativo para coleta e destinação de resíduos — e uma trajetória de emissões de GEE em forte expansão, especialmente pelo crescimento acelerado do setor energético. A convergência entre baixa cobertura de coleta de resíduos e elevada proporção de destinação inadequada sinaliza a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de saneamento, enquanto o crescimento expressivo das emissões totais e energéticas recomenda atenção ao monitoramento das fontes emissoras para orientar políticas de mitigação no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

39.4%

2024

12
13.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.3%

2024

19
67.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.9%

2022

11
6.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.5%

2022

5
4.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

6.147.695 tCO₂e

2024

1
71.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.968 tCO₂e

2024

76
65.4% no período

Emissões de energia

SEEG

39.322 tCO₂e

2024

35
1060.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.